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terça-feira, 11 de junho de 2013

7ª Meia Maratona da Figueira da Foz


Figueira da Foz, 10 horas da manhã, dá-se o início à 7ª Meia Maratona desta cidade.





Além da prova principal decorrem também uma mini-maratona e uma caminhada, não há portanto, desculpas para ficar em casa.

O tempo está encoberto, abafado , ameaçando chuva, mas assim se vai mantendo, sem piorar…! Também não se faz sentir vento significativo o que, nesta cidade costeira é bastante habitual.

A equipa do “PelaEstradaFora “ vai participar pela segunda vez neste evento desportivo. Desta feita estamos na esperança que seja mesmo, uma Meia Maratona de 21.097 metros, o que felizmente se veio a confirmar. Este ano não brincaram em serviço e contrataram um "Ás" das medições de provas de atletismo!

Como já referi no post anterior, não estava nas melhores condições para bater tempos, devido a uma paragem de duas semanas, devido a uma (estúpida) lesão muscular, tendo recomeçado a treinar, devagarinho, uma semana antes desta prova. Todavia, a recuperação foi quase total e, no dia da corrida já estava sem dores nos gémeos. Faltava era, isso sim, um pouco de ritmo competitivo. É terrível como se perde a forma física em tão pouco tempo, quando custa tanto a ganhá-la!

Às nove horas encontrei-me com o resto da equipa (J), a fim de combinar a estratégia (isto só para dar um ar mais “Pro” a este relato) e fazer uns exercícios de aquecimento,  aspecto que cada vez mais sei, o quão importante é para estas aventuras.

Bom, finalmente chega a hora, ouve-se a partida e, sai tudo a correr feito louco, em direcção a Buarcos.

Os primeiros 5 km até ao primeiro retorno, na fábrica de cimento do Cabo Mondego, correm-se a bom ritmo, tendo-me mantido sempre entre os 4:00 e os 4:10 min/km (com 1 km a 3:59!).

O Paulo Amaro já tinha entretanto ido à sua vida, para defender a honra da equipa!

A partir dos 5 km de prova, comecei a sentir os sinais de “quem anda a viver acima das suas possibilidades”, ou mais correctamente, “de quem vai a correr acima daquilo que pode” e, tive de baixar o ritmo para a casa dos 4:20 min/km

Levava no pulso uma banda de papel com os tempos de passagem para 1h35min, que continuo a achar muito útil para gerir a corrida. Nestas situações é bom ter algo que ajude nas tarefas mentais e de raciocínio, porque o fluxo sanguíneo é todo necessário para a parte “operária” do corpo.

Considero que as provas de estrada são muito violentas em termos cardiorrespiratórios, em comparação com as provas de Trail Running. Não há pausas, nem variações de ritmo, nem umas subidinhas para caminhar,…, em estrada é sempre a dar o máximo, …desde a partida até à meta!

Esta observação tem um carácter puramente pessoal, e tem que ver, como eu próprio encaro as corridas de Trail, onde não existem tempos de referência muito claros e, definitivamente, o espírito é sobretudo o de diversão e integração com a natureza.

Chegada à meta
Os campeões todavia, ou quem leva os Trails mais a sério, também irão no “Red Line” o tempo todo, de certeza!!

Bom, a corrida lá ia ”correndo”, passe a redundância, mas a partir dos 10 km, tive de baixar um pouco mais, para os 4:30 min/km, e assim lá consegui um ritmo estável até final.

Resultados da equipa do PelaEstradaFora:

·         Paulo Amaro:    1h 28m 42s, 44º lugar da geral

·         Paulo Oliveira: 1h 33m 43s, 71º lugar da geral
Paulo Amaro: 1h 28m 42s, 44º lugar da geral

A vitória foi para o atleta José Sousa com 1h 11m 39s, que já na véspera tinha ganho a prova de 10km do circuito nacional de estrada em Leiria.

Destaque ainda para o nosso colega de profissão (Ferroviário), João Saúde, que obteve o 6º lugar da geral, com 1h 16m 55s e 2º do seu escalão.

Ao nível de participação, manteve-se semelhante a 2012, com 316 homens e 29 senhoras na meia maratona, o que convenhamos é muito bom, tendo em conta que na zona de Figueira da Foz/Coimbra o atletismo não tem a mesma popularidade que em outras zonas do país.

Uma última nota para a organização, que este ano esteve bem melhor do que em 2012, não havendo nada a apontar.

Recomenda-se portanto para 2014!!
Uma imperial para comemorar (inspiração Murakami) 

Até para o ano e Boas corridas!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Meia Maratona da Figueira da Foz, em 2012 foi assim…


Como aperitivo para o próximo dia 10 de Junho de 2013, quero recordar um pouco como foi a Meia Maratona da Figueira da Foz, em 2012.

Para a equipa do “PelaEstradaFora” iria ser a segunda meia maratona em que participaríamos.

A referência de tempos era quase nula, uma vez que tínhamos corrido apenas a da Nazaré em 2011 e aí, o objectivo tinha sido apenas o de chegar ao fim!


Pelotão
Na Figueira da Foz, tinha como objectivo baixar da 1h45m, o que não parecia muito difícil, mas também não era seguro que o conseguisse. No fim-de-semana anterior fizeramos o AXTrail Nocturno de Alvaiázere, que tinha deixado algumas marcas no corpo…


O dia começou um pouco ventoso, de nortada, e com alguns chuviscos, sendo o percurso da prova corrido exclusivamente na marginal, constituído por duas idas à fábrica do Cabo Mondego (e respectivos regressos J), o que significava que dois quartos da prova eram com vento contra e os outros dois quartos, em alternância, com vento a favor.

Acabou por dar para atingir os objectivos, tendo eu feito 1h42m e o Paulo Amaro 1h35m.

Paulo Oliveira:1h42m ; Paulo Amaro: 1h35m
 
Estes tempos, todavia, não puderam ser considerados oficiais, uma vez que terá havido um engano na medição da distância pela organização dos “Atletas.net”, reconhecido por eles e explicado no Facebook como estando relacionado com o ponto de retorno considerado, que não tinha sido o correcto (terão utilizado uma marcação provisória, mais além do ponto correcto), tendo assim a distância da prova totalizado cerca de 21.800m.

Houve quem gracejasse dizendo que tinham corrido mais distância pelo mesmo dinheiro, outros contudo, ficaram furiosos e desancaram “sem-dó-nem-piedade” a organização, na página do Facebook.

Refira-se que, de 2012 para 2013, houve um aumento do preço da inscrição na ordem de 60%, de 5€ para 8€, esperando nós que haja um aumento correspondente na qualidade da prova (especialmente ao nível dos fotógrafos da organização, que no ano passado, fotografaram tudo menos os atletas, conforme também mencionado pelos participantes na página do Facebook).

Este ano não estarei nas melhores condições para superar ou até mesmo igualar tempos anteriores, uma vez que uma lesão nos gémeos obrigou a uma paragem de duas semanas e, ainda não estarei a 100%, e portanto, a defesa da honra da equipa terá de ficar a cargo do PA.

Bom fim de semana e boas corridas!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

23º Grande Prémio de Atletismo da Barreira


Barreira,
arredores de Leiria,

É uma freguesia do concelho de Leiria cujos limites vão até à entrada da cidade, mais concretamente até ao quartel do regimento de infantaria 4.

Antes da prova, fase de aquecimento
A localidade da Barreira dista a cerca de 4 km de Leiria e, nos últimos anos, devido à construção de novas urbanizações, poder-se-á admitir que está praticamente integrada na zona urbana.
Foi também a esta terra que chegou há cinco anos, um humilde cidadão do mundo, nascido na Bairrada, após viagem com escalas na Covilhã, Coimbra, Figueira da Foz e Lisboa.
…. Moi!...
A Barreira, através do seu Clube de Atletismo, organiza há já 23 anos, uma prova de corrida, com cerca de 10 km. Esta corrida inicia-se e termina no centro da localidade, percorrendo alguns lugares da freguesia.

Outra vista da zona da meta, durante o aquecimento. Note-se o declive; a chegada foi no sentido em que se vêm os atletas a correr
Além da prova principal, havia lugar também a provas de juniores e juvenis, bem como de uma caminhada.
A orografia algo acidentada desta zona também não é muito favorável a “recordes “ de velocidade.. A distância de 10,4km pode também parecer um pouco estranha, seria talvez mais interessante ser um número redondo, tipo 10 km, para efeitos de “currículo” e comparação com outras provas. Para mim no entanto, é” igual ao litro”, não tenho qualquer interesse em marcas e, quem faz 10km, também faz mais 400m.

Hoje a equipa do PelaEstradaFora esteve presente com apenas metade do seu efectivo, uma vez que o resto da equipa foi participar noutro evento, de outra equipa a que também pertence, embora noutra modalidade. Resumindo, fui ao G.P. da Barreira “by myself”.
Confesso que corridas “curtas”, como esta, e, com umas subidinhas pelo meio, não são propriamente os terrenos onde me dou melhor. Mas enfim, temos de colaborar com as actividades da terra, senão um dia estas coisas acabam por se extinguir. Só para ilustrar o que acabo de "dizer", do ano passado para este ano, a prova perdeu 35 participantes (de 220 para 185)! E pelo que me contam,  já teve noutros tempos bem mais participação!

Bom,.. vamos ao que interessa. 
O início da prova estava marcado para as 10h30. Às 9h00 estava no secretariado para levantar o dorsal. Voltei a casa, deixei o carro, comi umas torradas acompanhadas com chá verde, equipei-me, e saí para a rua de peito feito!  Como ainda tinha tempo, fui a correr/trotar/aquecer, até ao local da partida.

10h30, tocam a buzina para a partida, e lá fomos à luta!
O início foi em direcção a sul, subindo ligeiramente até ao fim da localidade, depois um ligeira descida e a seguir, nova subida, esta bem “jeitosa”. Recorde-se que estamos a falar de uma corrida de estrada e não de uns “Trilhos dos Abutres”, daí alguma relatividade da inclinação da subida !!

A seguir ao 2º quilómetro começa-se a descer e tem de se aproveitar para recuperar algum do tempo perdido e, assim se vai mantendo o registo até ao 6º quilómetro.
Do 6º ao 9º quilómetro, que é o caminho até ao quartel de Leiria e respectivo retorno, a dificuldade não é significativa.

Todavia, a partir do 9º quilómetro e até à meta, são 1.400m sempre a subir! Mas já com o cheiro da meta no ar, dá-se o “tudo-por-tudo”, chegando ao final com os batimentos cardíacos no vermelho e, até com a vista um pouco turva.
No final, a maioria dos participantes das provas foi ficando por ali, aguardando a cerimónia da entrega dos prémios, havendo no ar um genuíno ambiente de festa.

A entrega dos prémios aos respectivos vencedores teve a ilustre presença do Sr. Presidente da Câmara de Leiria, o Dr. Raul Castro (não, …não é o irmão do Fidel Castro), bem como do Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Barreira (e esta,… veio-me à memória aquele sketch do Herman, “eu é que xou o pprrresident…”).
O vencedor foi o atleta do AC Vermoil, Bruno Gaspar, com 35m01s, em 2º ficou o atleta da casa, Jorge Aires, com 35m22s e, em 3º lugar, Jorge Marcelino do ID Vieirense, com o tempo de 36m38s.
Pódio masculino

Nas senhoras  ganhou a atleta da casa, Carina Matias, com o tempo de 42m55s, seguida de Dionilde Costa do AC Vermoil com 49m12s e, em 3º lugar, Salete Guarda da Juventude Vidigalense com o tempo de 51m04s.
As vencedoras Seniores
 
O pódio das Veteranas
 
Para rematar estas linhas, quero felicitar o Clube de Atletismo da Barreira pela organização desta prova, que diga-se em abono da verdade esteve impecável e, está provado  também, que este clube e estas pessoas  são tão boas a organizar quanto o são a correr!!
Em termos pessoais, a prova acabou por correr melhor do que o esperado, tendo feito os 10,4km em 44m37s, 73ª posição da geral.
 

Bem hajam e até para o ano!

domingo, 7 de abril de 2013

Trilhos de Almourol 2013

Realizou-se hoje a famosa corrida de trail "Os Trilhos do Almourol".

Uma vez mais, brilhantemente organizada pelo CLAC do Entroncamento.

Este ano estreei-me nos 42 Km, após em 2012 ter feito a versão curta de 25 Km .

O tempo colaborou, não chovendo, temperatura agradável, tornando este dia, um dia muito agradável para a prática da corrida.

Voltarei a este assunto assim que possível com um relato mais alongado.



Chegada à meta
Classificação: 93º lugar da geral em 304 chegados com 4h57m (...tenho sempre de me gabar um cadito!!!).


Recebendo o troféu Finnisher

segunda-feira, 25 de março de 2013

V Trilhos do Pastor


24 de Março de 2013, localidade de São Mamede, concelho da Batalha, a dois passos da saída de Fátima da A1.
 São Mamede situa-se numa zona de planalto, a norte da Serra de Aire, com muitos afloramentos de rocha calcária e vegetação rasteira. Existem num raio de poucos quilómetros várias grutas conhecidas, sendo que em S. Mamede (a 900 metros do centro da localidade), estão as Grutas da Moeda, pelo interior das quais passou a prova.



Com o Paulo Amaro, que fez o 46º lugar da geral com 3h03m04s
O dia iniciou-se com um céu carregado de nuvens ameaçando chuvadas iminentes. A temperatura não era muito baixa, mas fazia-se sentir algum vento, que conjugado com a chuva poderia trazer alguns arrepios!

Chegado à base de operações da prova, a Junta de Freguesia, tratou-se da logística administrativa e não só: dorsais, café, casinha, etc..
Após um aquecimento ligeiro, chegou a hora da partida e lá fomos à aventura!!
Pela altimetria não muito acentuada da fase inicial, previa-se uma prova rápida, e se não fosse um ou outro engarrafamento, bem como alguns trilhos estreitos, quase estaríamos numa prova de estrada (ou de estradão, mais concretamente).

Aos dois quilómetros entrámos nas Grutas da Moeda, numa incursão do tipo “entrar por um lado e sair pelo outro”, um acontecimento quase exótico também comum à prova Trilhos do Castelejo, nesse caso passando pelas Grutas de Alvados. É bem verdade que pouco dá para ver, uma vez que se está a correr, há que redobrar a atenção devido á baixa luminosidade bem como pelo perfil em degraus, mas, parece-me que é uma boa aposta para a divulgação daqueles espaços e consequente angariação de visitantes futuros. http://www.grutasmoeda.com/portal/
Interior das Grutas da Moeda (imagem daNet)
 
Interior das Grutas da Moeda (imagem daNet)
Outro ponto turístico por onde passou a prova foi o parque temático da Pia do Urso, com a particularidade de todo este parque ter o pavimento construído com círculos de troncos madeira e, que com a humidade, estavam com a mesma aderência de um ringue de patinagem!

O resto da prova correu-se sempre a um bom ritmo, com algumas quedas pelo meio, uma das quais “mandou” para o hospital uma das atletas mais conhecidas do trail nacional (Glória Serrazina) e, eu próprio também não escapei a dar uma queda, que felizmente, não teve consequências de maior.
Afloramentos rochosos MUITO traiçoeiros
O solo desta zona é traiçoeiro, devido aos afloramentos de pequenas lascas de rocha que por vezes mal se vêm. Quando vamos muito perto do atleta da frente, corremos o risco de não ver estas armadilhas ou vê-las tarde de mais para reagir.
Mais afloramentos rochosos MUITO traiçoeiros

Acontecem com frequência uns valentes pontapés em pedregulhos que mesmo assim não se movem um milímetro, unhas negras, sapatilhas estragadas, e no limite, uns valentes espalhos,… Enfim…os riscos do trail!

A organização esteve globalmente bem, envolvendo toda a equipa do A.C.S. Mamede que desta vez viu a corrida sob outra perspectiva (que não a dos pódios!!), imagino o “bichinho” que lhes devia estar a roer desejando estar também a correr!

No fim, apenas uma nota menos agradável que foi a falta de água, o que impossibilitou o esperado banhinho retemperador. A organização não teve todavia qualquer responsabilidade no assunto, uma vez que foi um corte geral devido à rotura de uma conduta, afectando toda a localidade.

Quanto aos números, aqui vão:

Classificação Geral

1º Rui Pacheco, Amigos do vale do silêncio, 02:19:35

2º Nuno Dias, CA BARREIRA 02:25:25

3º Cesário, Morgado 02:26:07

Geral Feminina

1º Cristina Ponte, Individual, 02:45:30

2º Cármen Henriques, Clube de praças da armada, 03:05:44

3º Joana Grácio, CA BARREIRA, 03:12:28

 Quanto à minha prestação: 3h18m58s; 96ª posição da geral; 12ª posição de escalão.
 
 Boa semana e bons treinos!


 
Início da prova
 
Passagem pelo parque da Pia do Urso

Passagem pelo primeiro moinho de vento
 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal de 2012

O Natal, ao assinalar o nascimento de Jesus, representa a maior dádiva de amor e entrega, e é também o símbolo de paz por excelência!
Nos tempos que correm, precisamos cada vez mais de referências como o Natal; as sociedades seguiram por caminhos em que as pessoas estão cada vez mais centradas em si próprias e indiferentes aos outros.
Por outro lado, tem-se assistido nos últimos tempos ao regresso da “Caridadezinha” e da “Esmolinha ao pobre” muito em voga noutros tempos e, que em minha opinião, traz associado em muitos casos, grandes doses de fingimento e hipocrisia, tendo muitas vezes mais que ver com objectivos de projeção, pessoal ou das entidades patrocinadoras, do que genuína preocupação com os necessitados.
Bom, em termos desportivos, apesar de toda a “agenda” própria da altura, “arranjam-se” sempre uns bocadinhos de tempo para esticar as pernas e encher os pulmões com ar puro.
O meu Jogging destes dias tem sido feito na zona florestal da Praia da Tocha (Figueira da Foz), sempre em ritmo muito lento uma vez que tenho corrido sozinho, simplesmente pelo prazer de correr…
E assim foi………. de fones postos…… num dia ouvindo umas reportagens da TSF muito interessantes acerca de músicas de Natal pela orquestra sinfónica de Lisboa e noutro dia, uma entrevista a um arquitecto de Aveiro acerca do Rossio daquela cidade…
Feliz Natal 
E como diz um amigo meu: “Continuação….”
(acrescento eu: seja lá do que for, desde que seja bom!)

domingo, 16 de dezembro de 2012

Há domingos para correr maratonas e domingos para corridinhas tipo passeio.


Passe a presunção, ainda só corri uma maratona e já falo como se fosse um maratonista experiente!!

Bom, experiente ou não, a maratona do passado fim-de-semana deixou-me de facto um pouco combalido; dores nas pernas, unhas negras nos pés, bolhas de tonalidades interessantes que iam mudando de cor dia após dia, e até os pulmões se ressentiam com inspirações mais profundas, enfim, a ausência destes sintomas é que seria de estranhar…

Assim, neste domingo voltei à rotina, fazendo uma voltinha junto ao rio Liz no circuito pedonal muito do meu agrado.
Trilho urbano de Leiria

Este circuito tem uma extensão de 4.700m, atravessando a cidade de uma ponta à outra.

Piscinas municipais e castelo
Cerca das 9h00 a circulação de atletas era diminuta, constituindo-se na grande maioria por Bttistas.

Os corredores deviam estar  todos ainda a descansar, pois na tarde de ontem houve aqui uma prova de Urban-Trail, o “1º Christmas Night Trail de Leiria”.
O Mamarracho-Mor da cidade, à direita

Não me inscrevi nesta prova, porque apesar de “jogar em casa”, não sabia como estaria fisicamente, uma semana apenas após a maratona de Lisboa!

Outra motivação tinha hoje, para ir para a rua correr! Um relógio comprado no Ebay, que queria experimentar.
Garmin Forerunner 305

Pelo que já vi, este equipamento tem umas funcionalidades muito interessantes e acho que vamos ser grandes amigos, espero que ele também tenha essa intenção!!


 


Boa semana e boas corridas!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

É curioso, este mundo da corrida!


Durante a corrida da Maratona de Lisboa, ia tendo dúvidas se estava realmente em Portugal!

E porquê?

Bom, os locais por onde ia passando eram-me familiares, a paisagem era conhecida, mas haviam lá sido colocadas pessoas que não pertenciam ao cenário!
E porquê novamente?
Bom, primeiro porque falavam dialectos estranhos, incentivavam os atletas e, muitas vezes até chamavam pelo próprio nome que iam lendo nos dorsais, com resultados de pronúncias bem divertidas (chamaram-me Pablo, Paolo, Paul, mas em momento algum me chamaram no meu próprio idioma!), até "high five" nos davam!!
De facto, neste país(inho) o único desporto respeitável(do) é o futebol! Tudo o resto não existe ou é desvalorizado. Está enraizado no nosso ADN!
E porquê esta lavagem cerebral, ilusão de massas, o que lhe queiram chamar, que nos é impingida há tanto tempo, com futebol, fado e Fátima? Bom, talvez a sabedoria popular tenha já encontrado a resposta: “com papas e bolos se enganam os tolos”.
Vem toda esta prosa afinal pelo seguinte,
Quando olhei com alguma atenção para a classificação da Maratona, tive a percepção de que os portugueses estavam em minoria (alucinante! trágico! Escandaloso!).
Só descansei quando passei o pdf para excel e após aplicar um filtro, constatei que afinal os portugueses estavam em maior quantidade, se bem que foi por uma “unha negra”.
Devemos reflectir acerca disto, de este tipo de eventos motivar centenas (milhares até, uma vez que os “acompanhantes” eram mais dos que os atletas) a irem a outro país, gastar dinheiro, tempo, para participar numa prova que comparativamente com outras congéneres europeias até não terá muita tradição, enquanto nós por cá, os anfitriões, que podíamos participar por apenas 20€, não aderimos na quantidade esmagadora que seria de esperar e que aconteceria em outro país, onde os da casa são sempre a maioria.
Bem, dificilmente o panorama mudará significativamente num futuro próximo e por cá continuaremos a viver com o nosso futebolzinho, o CR7 e as suas namoradas, os apitos dourados, e uma dúzia de estádios para servirem de abrigo às aves e de sustento a um grupo de indivíduos que, parafraseando um homem desse mundo: “vocês sabem de quem é que eu estou a falar”.
Pode ser infelizmente que a crise leve os portugueses a praticar mais atletismo. Há mesmo teorias que associam algumas crises económicas durante o século 20, com aumentos exponenciais na prática da corrida. E até porque é um desporto que não exige, em boa verdade, um investimento elevado.

No limite, até se pode correr descalço, tipo “Barefoot Ted”!

Fica aqui o resumo das nacionalidades dos participantes classificados da Maratona(fonte: classificação oficial).
País Qtd Total 1562
FRANÇA/FRA 160 Tugas 811
ITALIA/ITA 109 Camónes 751
ESPANHA/ESP 103
INGLATERRA/ENG 76
ALEMANHA/GER 65
BELGICA/BEL 38
HOLANDA/NED 30
POLONIA/POL 21
SUECIA/SWE 17
MARROCOS/MAR 16
DINAMARCA/DEN 15
ESTADOS UNIDOS 14
REPUB CHECA 10
SUIÇA/SWZ 10
BRASIL/BRA 8
HUNGRIA/HUN 7
NORUEGA/NOR 7
IRLANDA/IRL 7
CROACIA/CRO 6
PAIS GALES/WAL 5
RUSSIA/RUS 4
GRECIA/GRE 4
AFRICA SUL/RSA 3
ROMENIA/ROM 3
SLOVAQUIQ/SVK 2
ESTONIA/EST 2
MEXICO/MEX 2
FINLANDIA/FIN 1
ARGENTINA/ARG 1
CHINA/CHN 1
URUGUAY/URY 1
JAPAO/JAP 1
Russie (Fédération de) 1
ISLANDIA/ISL 1

Boa semana e bons treinos!

Em jeito de Post Scriptum fica o gráfico da minha corrida.
Tempo: 3h25m06s

27ª Maratona de Lisboa - 2012


Correu-se hoje a Maratona de Lisboa 2012.

O tempo surpreendeu pela positiva, diria mesmo que não poderia ter estado melhor do que aquilo que esteve! É excelente poder correr com sol e com esta temperatura fresca!

Os dois estreantes, eu e o Paulo Amaro, chegámos relativamente cedo ao estádio 1º de Maio-Inatel, cerca das 7h40, devido a receio meu de que houvesse dificuldade de estacionamento, contudo, encontrámos logo um lugarzinho junto ao portão das traseiras do complexo desportivo.

 Assim, ficámos logo descansados e, com tempo suficiente para fazer um aquecimento como mandam as regras, ir à “casinha” as vezes necessárias para despistar o nervoso miudinho, etc..

Bom, chegando à hora, ouviu-se o tiro de partida e lá começou a esperada corrida.

Ao início, gerindo a passada até atingir o ponto de equilíbrio respiratório e, depois começando a fazer a gestão do esforço, de modo a que a “gasolina” chegasse para 42km mais uns metros.

Um objectivo pessoal seria obter um tempo entre as 3h30 e as 3h45, pelo que íamos sempre de olho no “balão” das 3h30.

Todavia e, ainda na Av do Brasil, quando esta começa a descer para a rotunda do aeroporto, pareceu-me que podia alongar o passo, mantendo a cadência e, não comprometendo ao nível de esforço.

Assim deixei o balão das 3h30 para trás e já só o voltei a ver após o retorno de Belém.

A temperatura e atmosfera estavam no ponto ideal para se correr uma maratona. O ambiente na rua era espectacular, principalmente pelo apoio que os estrangeiros davam aos atletas. Provavelmente seriam todos familiares de atletas em competição, uma vez que esta corrida teve uma elevada percentagem de estrangeiros (tive a percepção que seriam sobretudo espanhóis e alemães(?)).

À passagem da meia maratona tinha 1h37m, o que me pareceu bem, tendo no entanto em conta que o desnível desde a partida era significativamente favorável.

No trajeto ribeirinho não se fazia sentir grande vento em qualquer dos sentidos, o que tinha sido também um dos receios iniciais.

Quanto à conjugação de uma meia maratona e de uma prova de estafetas, com a prova principal, acrescenta uma animação extra numa altura da prova em que se começa a tornar um pouco monótona (no caso da meia maratona, uma vez que a prova de estafetas tem o percurso igual ao da maratona).

Bom, assim correndo mais ou menos depressa, chegou-se ao meu “Papão” pessoal desta prova, que, não sendo o famoso “Muro”, era antes algo muito mais real e com nome próprio, i.e., a Avenida Almirante Reis.

O receio agora, não era de ser assaltado, mas sim do seu longo comprimento e o ligeiro mas constante  declive, especialmente a seguir à Alameda!
Paulo Oliveira: 3h 25m 06s

Ao longo desta artéria da cidade, fui perdendo velocidade e, algures já perto do Areeiro, comecei a ter cãibras algo fortes, pelo que ia reduzindo cada vez mais o passo, evitando qualquer variação na linha de trajecto, ou qualquer outro movimento mais brusco.
Paulo Amaro: 3h 21m 16s

Terminei no entanto relativamente bem, embora bastantes dorido dos “gémeos” e vários outros grupos musculares, mas também outra coisa não seria de esperar.

Tempo (líquido): 3h 25m 06s


Como diriam os brasileiros: “VALEU NÉ?!!”


Próximo:  “Trilhos dos Abutres”  26 de Janeiro 2013.


 Boa semana e bons treinos!

Atualização: SportsTracker: http://www.sports-tracker.com/#/workout/poliveira67/4muu4ncom2v0447r

 Atualização 15-12-2012: Classificação oficial

 

domingo, 2 de dezembro de 2012

O último “Longão” antes da maratona

Falta uma semana para a maratona de Lisboa.

Combinei com o Paulo Amaro, que também vai à maratona, fazermos este sábado um treino semi-longo, em ritmo calmo, para oxigenar os músculos e o cérebro!

Ora, isto pode parecer um chavão, mas é a mais pura verdade. Numa prova com esta distância, não será apenas a parte física a ter em conta, mas também, a necessária preparação psicológica para enfrentar aquelas avenidas intermináveis.

O primeiro treino que fiz com uma maratona em vista, foi no feriado de 15 de Agosto, em que decidi tentar a distância de 42km. Assim fui para a Marinha Grande e lá iniciei a corrida. Da Marinha Grande fui à Vieira de Leiria, depois à praia da Vieira, daí tomei a estrada para São Pedro de Muel e, retorno à Marinha Grande.

Ora bem, este percurso é de forma triangular e, com excepção do último troço, é constituído por rectas intermináveis, daquelas em que não se vê o fim, literalmente!

Nesse treino, até comecei bem, fiz a primeira metade a um ritmo razoável, passando a meia-maratona na casa da 1h45m; levava a mochila com bastante água com pó isotónico, bananas, barras de cereais, géis, enfim, não faltava nada.

Então cerca do km 27, de repente, acabou-se o gás todo. Foi como um automóvel quando fica sem gasolina!! Um balão furado!! Um Kaputt total!!

Atribuí as culpas à parte psicológica do exercício, uma vez que corria sozinho, num ermo longe de tudo, numa recta da qual não via o fim e, dei por mim a pensar: será que isto é mesmo necessário? Estava tão bem na praia de “papo para o ar” a ler um livro! Ora bolas, quanto mais velho, menos juízo! etc., etc..

Acabei o treino com 4h01m, 42km, com várias paragens (de cronómetro também), quase me arrastando nos kms finais.

O treino de hoje tinha como objectivo fazer entre 25 e 30 kms ou 3 horas, a um ritmo muito calmo, apenas para habituar o organismo ao tempo e distância e, também psicologicamente, uma vez era numa ciclovia em estrada florestal, com rectas enormes, do género das que tinha feito em agosto (é a parte anterior ao troço P. Vieira-S.Pedro) .

Iniciámos o treino junto ao apeadeiro do Carriço - Linha do Oeste, onde começa a ciclovia que se prolonga até à Nazaré. Como o passo era confortável deu para conversar todo o tempo e assim, passada após passada chegámos à praia do Pedrógão com cerca de 18kms. Portanto já estava visto que a distância total iria ultrapassar o inicialmente previsto; mas sem stress, até porque estava tudo bem e nunca forçávamos o passo.





No regresso tivemos a peripécia do treino. Chegados a um cruzamento cerca do km 32, enganámo-nos e tomámos a estrada errada e só passados uns 3 kms ou mais é que começámos a ter sérias dúvidas acerca do caminho, até porque a projecção da nossa sombra indicava que íamos em sentido contrário ao correto (a não ser que o sol estivesse a fazer o seu passeio diário pelo lado norte, o que é altamente improvável).

Quando realmente nos convencemos de que íamos em sentido errado, voltámos para trás, agora já com o N-drive ligado no telemóvel (em simultâneo com o Sports-Tracker, que continuou a gravar o exercício!!) até chegarmos ao caminho correcto.

Bom, com tudo isto, chegámos aos carros com 41.900m pelo que foi aprovado por unanimidade e aclamação, o prolongamento da corrida por mais uns metros para fazer a distância mítica, e até porque o estrago já estava feito.

No próximo domingo dia 9, a maratona de Lisboa não vai ser “ favas contadas”. O percurso da prova não é muito amigável; só de pensar na Av. 24 de Julho até Belém e regresso, que aliás bem conheço dos tempos em que morei na Calçada da Ajuda e que, até de autocarro(28) era uma grande seca,  bem como o trajecto a partir do Martim Moniz até à meta, que é sempre em declive positivo (aquele bocadinho entre a Alameda e a Praça do Areeiro…), vai com certeza exigir grande um espírito de perseverança(teimosia), não deixando por outro lado, margem para grandes tempos.

Enfim…, dos fracos não reza a história e no dia 9 de Dezembro lá estaremos para a nossa primeira maratona!

Distância: 42.195m
Tempo: 3h50m
P.S. Assim que consiga exportar o exercício do telemovel para o Sports-Tracker, colocarei no post.

Atualização: http://www.sports-tracker.com/#/workout/poliveira67/97kl0heglouncp5k

(O Sports-tracker anda cada vez menos fiável, vou ter de voltar ao RunKeeper ou ao Endomondo, o que é pena, uma vez que em termos de visualização no telemóvel, o sports-tracker é sem dúvida a melhor aplicação)

domingo, 25 de novembro de 2012

Fim-de-semana médico-desportivo

Na sexta-feira tirei o dia de férias para fazer mais um dos exames que tinha marcado, mais concretamente uma Ecografia a um joelho.

No sábado fiz também uma Prova de Esforço e, depois, um Ecocardiograma.

Bom, no joelho aparentemente foram “umas fibras que foram à vida”, segundo a versão verbal do médico, a versão escrita é bem mais extensa e o relatório passa por momentos tão poéticos como: “nos cortes anteriores salienta-se discreta colecção líquida no recesso sub-quadricipal…”etc.etc., bonito hem?!

No Ecocardiograma também tentei saber se estava tudo bem, mas o médico(outro) não abriu muito o jogo dizendo apenas que não havia nada de especial e tudo o resto que acrescentou pareceu-me língua estrangeira, daquelas em que a fonética é parecida com a nossa (tipo eslávico), mas que não se entende patavina.

Bom há que esperar pelo resultado da Prova de esforço para levar tudo à médica de família.

Em termos desportivos, na sexta-feira de manhã, como não sabia se iria ser retirado da prática desportiva, a toda a cautela, fiz os 5km da praxe na passadeira, antes de ir fazer o exame.

Após saber o resultado, fui para a beira-rio” tirar a barriga de misérias” e fiz uma ½ maratona com um tempo não muito mau de 1h 46min. Sábado e domingo, 5 e 12 km na passadeira, respectivamente, porque não houve tempo para mais.

 
O Sports Tracker utilizado no telemóvel “passa-se” no cálculo das altitudes, mas também tem a honestidade de avisar; todo o trajecto não terá um acumulado superior a 50-100m.

Quanto às restantes grandezas, conferem com o relógio GPS da Decathlon também usado.

Boa semana e bons treinos..
http://www.sports-tracker.com/#/workout/poliveira67/9787dtarf227nqv8