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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Nazaré 2013


Correu-se este domingo mais uma Meia Maratona da Nazaré, foi a sua 39ª edição

Chamam-lhe a “Mãe” das meias maratonas em Portugal. Foi a primeira meia maratona acessível aos atletas de pelotão.
Diz-se também que teve um papel importante na democratização das corridas de estrada. Parece-me que é bem verdade!

Fazendo as contas, há 39 anos atrás, o país vivia o período revolucionário em curso; o povo português tinha-se livrado do manto de escuridão que durante mais de 40 anos havia tolhido a sociedade portuguesa.
Com a chegada da liberdade havia agora espaço para quase tudo, inclusive para organizar corridas na rua, com acesso até às senhoras!!!…

Nos dias de hoje pode parecer um pouco estranho, mas pensando bem, após várias gerações amordaçadas pelo regime, todo aquele entusiasmo era mais do que justificado!
Numa análise estritamente pessoal, causa-me alguma estranheza que esta iniciativa tenha surgido num meio relativamente pequeno como a Nazaré. Não tinha a massa populacional de Lisboa ou do Porto, ou mesmo uma tradição de iniciativa empreendedora mais característica do norte litoral. Em termos futebolísticos por exemplo, não me recordo de qualquer clube de primeira divisão naquela zona! Talvez Leiria e não há muito tempo…

Não conheço bem a história da Meia da Nazaré mas suspeito mais de uma iniciativa individual ou de um pequeno grupo de entusiastas aguerridos, que terão dado corpo a esta ideia! Perdoem-me se estiver a cometer uma injustiça ou se nada de isto corresponder à verdade. É uma opinião pessoal, só isso.
Pessoalmente “descobri” a Nazaré a partir de 2007/08, quando fui morar para Leiria. Conhecia já anteriormente esta bonita terra mas, apenas de passagem.

Calhou também ser a primeira prova de atletismo em que participei, em 2011.
Nesta primeira participação, tinha objectivos muito modestos: Chegar ao Fim, preferencialmente pelo próprio pé J!

Tinha feito a distância apenas uma vez em treino, com o colega Paulo Amaro, sendo o Samuel a marcar o passo nesse treino (era o único que possuía um relógio com GPS) e que já tinha umas quantas participações Meia da Nazaré bem como noutras meias maratonas.
A prova de 2011 correu bem, visto que terminámos pelo próprio pé, tendo chegado à meta debaixo de uma chuva diluviana, que selou o baptismo nas corridas!

Este ano não estava com muita certeza de poder participar na Meia Maratona da Nazaré. Como ia à Maratona do Porto apenas uma semana antes, era bastante optimista poder recuperar em tão pouco tempo. Era mais do que previsível trazer um valente empeno da capital do norte.
De facto nunca uma corrida me tinha deixado tantos sinais de cansaço, ácido láctico e dores musculares. Exceptuo o caso do Red Cross Trail de 2012 onde contraí uma lesão num joelho, mas que obviamente pertence à categoria das lesões e não de fadiga.

Bom, chegado ao dia e, visto que estavam reunidas as condições mínimas para participar, lá rumei para a Nazaré.

Os "irmãos Olibeirinha", Sam e Paulo com o Paulo Amaro
Tinha combinado encontrar-me com o Samuel e com o Paulo Amaro que vinham de Anadia, para tomarmos o café da praxe.
Na zona da partida o ambiente era de festa. Não se “via” tanto nervoso miudinho como no Porto há uma semana atrás.

Para dar a partida está a habitual madrinha da prova, a grande Rosa Mota, desta vez acompanhada pelo mais mediático nazareno da actualidade, o surfista americano Garret McNamara!

Momentos antes da partida
A partida é dada às 11h00 pelo Garret  McNamara.
Começa a 39º Meia Maratona da Nazaré!

Corre-se a bom ritmo.
Tinha-me mentalizado que não iria forçar o ritmo e que apontaria para um tempo superior a 1h45m.

Tretas! Dada a partida, logo esqueço as promessas feitas a mim próprio e largo a correr como se tivesse assaltado um banco! 

Passagem pelo 1º controlo
O sol está quente e agreste.
Valem-nos as esponjas de água disponibilizadas nos abastecimentos. Coloco o Buff na cabeça e espremo-lhe duas esponjas em cima. O Air Conditioning dos pobres J

Os sinais no corpo trazidos da Maratona do Porto continuam bem presentes; as dores nas pernas acompanharam-me durante toda a semana e agora sob esforço vão aumentando, obrigando a uma gestão psicológica mais refinada!
Acabo por baixar de ritmo gradualmente.

A subida da ponte nova é feita com muito esforço e a ritmo baixíssimo.
Compenso na descida onde alargo a passada e recupero um pouco do prejuízo.

Após o retorno nota-se algum vento em sentido contrário, mas nada comparável com o ano passado.
Ao entrar na avenida marginal olho para o relógio e vejo que ainda é possível baixar da 1h40m; “meto uma mudança abaixo” e ligo o segundo carburador…

Termino com 1h39m55s! Mesmo à justa!  “I love it when a plan comes together” como diria o Hannibal do A-Team.
Está concluída a minha terceira Meia Maratona da Nazaré.

 
Agora vou descansar um pouco no que respeita a provas.

Regresso aos treinos calmos, sem a pressão de logísticas complicadas, receios de lesões, etc., apenas treinar à medida do que apetecer.
Próxima etapa: Trilhos dos Abutres, versão XL

Ficar bem e boas corridas!

terça-feira, 11 de junho de 2013

7ª Meia Maratona da Figueira da Foz


Figueira da Foz, 10 horas da manhã, dá-se o início à 7ª Meia Maratona desta cidade.





Além da prova principal decorrem também uma mini-maratona e uma caminhada, não há portanto, desculpas para ficar em casa.

O tempo está encoberto, abafado , ameaçando chuva, mas assim se vai mantendo, sem piorar…! Também não se faz sentir vento significativo o que, nesta cidade costeira é bastante habitual.

A equipa do “PelaEstradaFora “ vai participar pela segunda vez neste evento desportivo. Desta feita estamos na esperança que seja mesmo, uma Meia Maratona de 21.097 metros, o que felizmente se veio a confirmar. Este ano não brincaram em serviço e contrataram um "Ás" das medições de provas de atletismo!

Como já referi no post anterior, não estava nas melhores condições para bater tempos, devido a uma paragem de duas semanas, devido a uma (estúpida) lesão muscular, tendo recomeçado a treinar, devagarinho, uma semana antes desta prova. Todavia, a recuperação foi quase total e, no dia da corrida já estava sem dores nos gémeos. Faltava era, isso sim, um pouco de ritmo competitivo. É terrível como se perde a forma física em tão pouco tempo, quando custa tanto a ganhá-la!

Às nove horas encontrei-me com o resto da equipa (J), a fim de combinar a estratégia (isto só para dar um ar mais “Pro” a este relato) e fazer uns exercícios de aquecimento,  aspecto que cada vez mais sei, o quão importante é para estas aventuras.

Bom, finalmente chega a hora, ouve-se a partida e, sai tudo a correr feito louco, em direcção a Buarcos.

Os primeiros 5 km até ao primeiro retorno, na fábrica de cimento do Cabo Mondego, correm-se a bom ritmo, tendo-me mantido sempre entre os 4:00 e os 4:10 min/km (com 1 km a 3:59!).

O Paulo Amaro já tinha entretanto ido à sua vida, para defender a honra da equipa!

A partir dos 5 km de prova, comecei a sentir os sinais de “quem anda a viver acima das suas possibilidades”, ou mais correctamente, “de quem vai a correr acima daquilo que pode” e, tive de baixar o ritmo para a casa dos 4:20 min/km

Levava no pulso uma banda de papel com os tempos de passagem para 1h35min, que continuo a achar muito útil para gerir a corrida. Nestas situações é bom ter algo que ajude nas tarefas mentais e de raciocínio, porque o fluxo sanguíneo é todo necessário para a parte “operária” do corpo.

Considero que as provas de estrada são muito violentas em termos cardiorrespiratórios, em comparação com as provas de Trail Running. Não há pausas, nem variações de ritmo, nem umas subidinhas para caminhar,…, em estrada é sempre a dar o máximo, …desde a partida até à meta!

Esta observação tem um carácter puramente pessoal, e tem que ver, como eu próprio encaro as corridas de Trail, onde não existem tempos de referência muito claros e, definitivamente, o espírito é sobretudo o de diversão e integração com a natureza.

Chegada à meta
Os campeões todavia, ou quem leva os Trails mais a sério, também irão no “Red Line” o tempo todo, de certeza!!

Bom, a corrida lá ia ”correndo”, passe a redundância, mas a partir dos 10 km, tive de baixar um pouco mais, para os 4:30 min/km, e assim lá consegui um ritmo estável até final.

Resultados da equipa do PelaEstradaFora:

·         Paulo Amaro:    1h 28m 42s, 44º lugar da geral

·         Paulo Oliveira: 1h 33m 43s, 71º lugar da geral
Paulo Amaro: 1h 28m 42s, 44º lugar da geral

A vitória foi para o atleta José Sousa com 1h 11m 39s, que já na véspera tinha ganho a prova de 10km do circuito nacional de estrada em Leiria.

Destaque ainda para o nosso colega de profissão (Ferroviário), João Saúde, que obteve o 6º lugar da geral, com 1h 16m 55s e 2º do seu escalão.

Ao nível de participação, manteve-se semelhante a 2012, com 316 homens e 29 senhoras na meia maratona, o que convenhamos é muito bom, tendo em conta que na zona de Figueira da Foz/Coimbra o atletismo não tem a mesma popularidade que em outras zonas do país.

Uma última nota para a organização, que este ano esteve bem melhor do que em 2012, não havendo nada a apontar.

Recomenda-se portanto para 2014!!
Uma imperial para comemorar (inspiração Murakami) 

Até para o ano e Boas corridas!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Meia Maratona da Figueira da Foz, em 2012 foi assim…


Como aperitivo para o próximo dia 10 de Junho de 2013, quero recordar um pouco como foi a Meia Maratona da Figueira da Foz, em 2012.

Para a equipa do “PelaEstradaFora” iria ser a segunda meia maratona em que participaríamos.

A referência de tempos era quase nula, uma vez que tínhamos corrido apenas a da Nazaré em 2011 e aí, o objectivo tinha sido apenas o de chegar ao fim!


Pelotão
Na Figueira da Foz, tinha como objectivo baixar da 1h45m, o que não parecia muito difícil, mas também não era seguro que o conseguisse. No fim-de-semana anterior fizeramos o AXTrail Nocturno de Alvaiázere, que tinha deixado algumas marcas no corpo…


O dia começou um pouco ventoso, de nortada, e com alguns chuviscos, sendo o percurso da prova corrido exclusivamente na marginal, constituído por duas idas à fábrica do Cabo Mondego (e respectivos regressos J), o que significava que dois quartos da prova eram com vento contra e os outros dois quartos, em alternância, com vento a favor.

Acabou por dar para atingir os objectivos, tendo eu feito 1h42m e o Paulo Amaro 1h35m.

Paulo Oliveira:1h42m ; Paulo Amaro: 1h35m
 
Estes tempos, todavia, não puderam ser considerados oficiais, uma vez que terá havido um engano na medição da distância pela organização dos “Atletas.net”, reconhecido por eles e explicado no Facebook como estando relacionado com o ponto de retorno considerado, que não tinha sido o correcto (terão utilizado uma marcação provisória, mais além do ponto correcto), tendo assim a distância da prova totalizado cerca de 21.800m.

Houve quem gracejasse dizendo que tinham corrido mais distância pelo mesmo dinheiro, outros contudo, ficaram furiosos e desancaram “sem-dó-nem-piedade” a organização, na página do Facebook.

Refira-se que, de 2012 para 2013, houve um aumento do preço da inscrição na ordem de 60%, de 5€ para 8€, esperando nós que haja um aumento correspondente na qualidade da prova (especialmente ao nível dos fotógrafos da organização, que no ano passado, fotografaram tudo menos os atletas, conforme também mencionado pelos participantes na página do Facebook).

Este ano não estarei nas melhores condições para superar ou até mesmo igualar tempos anteriores, uma vez que uma lesão nos gémeos obrigou a uma paragem de duas semanas e, ainda não estarei a 100%, e portanto, a defesa da honra da equipa terá de ficar a cargo do PA.

Bom fim de semana e boas corridas!

domingo, 21 de abril de 2013

Um treino "agradavelmente agradável"


Parece que a primavera está finalmente a perder a timidez e começa a dar uns ares da sua graça.

Confesso que gosto bem mais deste tempo do que do tempo invernoso que cobriu o país desde novembro até há poucos dias atrás.

A semana que passou não foi muito favorável a treinos e pouco se fez nesse campo, e hoje, sábado, tinha de me “vingar” fazendo em treino mais puxado.

Na zona de Leiria há duas zonas que geralmente escolho para correr, uma na cidade, junto ao rio, e a outra, nos montes, para os lados dos lugar das Cortes, Reixida, etc.



Hoje, uma vez mais, fui para os montes.

A corrida pelos carreiros dos montes exige muita atenção, porque o risco de tropeçar e cair é bem real. Depois , ainda há o desnível a vencer. Nas subidas trabalha-se em força, nas descidas trabalha-se em agilidade e destreza, fortalecendo também um conjunto de músculos e tendões que desempenham a função de travagem e, que em corrida normal em estrada não são muito solicitados.

Quero deixar uma observação, que é o seguinte, a corrida em estrada é para mim mais penosa do que em trilhos,  devido ao esforço sempre constante e do mesmo tipo, não havendo variações como há na corrida de trail. Nestas, há transferência de esforço de uns grupos musculares para outros, permitindo aos primeiros algum alívio enquanto não estão em carga, que ajuda à recuperação.

Quanto à volta de hoje, foi novamente baseada nos “Trilhos Loucos da Reixida” de 2012, com algumas, mas não muitas, variações ao percurso original, num total de 22km.


A primavera trouxe à vegetação dos montes, cheiros e fragrâncias espectaculares, coisas que, para quem passa a vida em ambientes urbanos é uma verdadeira delícia!

No reverso da medalha, estas fragrâncias estão associadas sobretudo a pólens, que causam irritações nos narizes mais sensíveis. Já sei que daqui até ao verão, vou andar com o nariz sempre a arder ou com comichão!
 
No fim da corrida, nada melhor do que cortar as ervas a relva do jardim para alongar os músculos!

As próximas provas em que estou inscrito são o Trail Nabantino em Tomar, no dia 5 de maio e Trilhos Loucos da Reixida a 23 de Junho. Pelo meio devo também ir à Meia Maratona da Figueira da Foz, a 9 de Junho.

Fiquem bem, boa semana e boas corridas!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Resumo das corridas de 2012


Se bem que tardio, quero deixar um post de resumo das provas participadas em 2012.

Assim, foram 9 provas de trail e 3 de estrada.
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 Trilhos do Castelejo- Mini – 17 km, 19-Fev

33º - Geral masculinos (total chegados: 131)

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Trilhos do Almourol – Mini – 25 km, 01-Abr

46º - Geral masculinos (total chegados: 162)

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Trail Arribas do Tejo – 33 km, 28-Abr

47º - Geral (total chegados: 146)

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AX Trail Nocturno Alvaiázere – 28 km, 02-Jun

124º - Geral (total chegados: 191)
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Meia Maratona da Figueira da Foz – 21.800 m (!), 10-Jun
1h 42m 39s

127º - Geral masculinos (total chegados: 328)

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Trilhos Loucos da Reixida, 08-Jul

128º - Geral masculinos (total chegados: 250)

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Trail do Almonda– 29km


87º - Geral (total chegados: 323)
 

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Trail de Sta Justa, Valongo - 20,7 km, 29-Jul
139º - Geral (total chegados: 285)
(O dorsal, de papel comum, desfez-se durante a prova!)

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Corrida dos Moinhos de Penacova - 25 km, 02-Set
83º - Geral (total chegados: 149)


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Red Cross Trail - 42 km, 14-Out
48º - Geral (total chegados: 80)




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Meia Maratona da Nazaré – 21.097m, 11-Nov

1h 38m 53s

457º - Geral (total chegados: 1302)

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Maratona de Lisboa – 42.195m, 09-Dez

3h 25m 10s (3h 24m 13s Chip)

352º - Geral (total chegados: 1681)
 
Bom ano e boas corridas!

terça-feira, 13 de novembro de 2012


Ainda no rescaldo da Meia Maratona da Nazaré, é bom recordar as sensações vividas no domingo passado.
Recorda-se nomeadamente, a ansiedade das horas que a antecederam, no meu caso a incerteza acerca das capacidades físicas para participar, a corrida propriamente dita, lembram-se as adversidades e peripécias habituais, tipo a dor de burro que ainda ameaçou, e por fim, aquela sensação de satisfação ao terminar, sem lesões e, apenas “saudavelmente” cansados.
Na recta da meta
Como já tinha referido no post anterior, foi nesta prova que iniciei há um ano atrás, a minha carreira de “atleta a pé”, tem portanto um significado pessoal muito particular .
Passado um ano, nove Trails, três meias maratonas e uma prova de estrada de 12,5km, totalizando com os treinos mais de dois mil quilómetros, acho o saldo muito positivo!
Até já aprendi o vocabulário próprio desta irmandade!.. agora fala-se em pronadores, supinadores e já não em pessoal com os pés tortos, que era sempre conotado com aqueles futebolistas que não acertam uma…
As velocidades que antes eram “quilómetros por hora” passaram para “minutos por quilómetro”!.. ele agora há geles (ou géis, já vi escrito de ambas as maneiras),  barras energéticas, fartlek, séries, etc., etc..
Bom, só falta mesmo é  treinar!!
Só para terminar, utilizei na corrida uma pulseira de papel com os tempos de passagem, que foi muito útil para gerir o passo ao longo da prova. Está disponível on-line e achei muito interessante. Dá para configurar para todas as distâncias.
( http://www.marathonguide.com/fitnesscalcs/PaceBandCreator.cfm )
Bons treinos!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012


38ª Meia Maratona da Nazaré

Correu-se hoje mais uma meia maratona da nazaré.
O dia prometia aguaceiros à medida que iam passando nuvens negras, alternados com períodos de sol quando o céu descobria.
De facto, até meia hora antes do início da prova foram algo frequentes as chuvadas, algumas até um pouco fortes, se bem que breves.
Tinha planeado ir bastante cedo para poder levantar o dorsal e, poder depois ficar com tempo suficiente para fazer um aquecimento calmo e gradual.
Estava também decidido a que, no caso de as lesões em recuperação, joelho e lombar, começassem a  doer, não arriscaria e não iniciaria a prova.
Bom, cheguei de facto cedo e, às 9 horas já tinha o dorsal dispondo de duas horas para aquecer, alongar, tomar café, arrefecer, voltar a aquecer, alongar, etc., etc., coisa e tal…..
Entretanto chegaram o Samuel e o Paulo Amaro e fomos tomar o café da praxe.
Assim, até às 11 horas, ora aquecendo ora fugindo da chuva, chegámos à zona da partida, onde decorria a sessão habitual de aquecimento orientada por animadores (uma oportunidade de melhoria seria pouparem dinheiro com isso em vez de suprimirem a t-shirt).

Às 11 horas dá-se a partida.
 
O percurso foi igual ao do ano passado, percorrendo a marginal em direcção a sul, invertendo o sentido perto do porto de abrigo, subida em direcção ao centro alto da vila, descendo à zona da partida e seguir depois em direcção a sul até à localidade de Famalicão. Aí estava o ponto de retorno e o regresso era no sentido inverso, até ao fim da marginal.
Durante a prova não choveu, no entanto o vento soprava de norte, por vezes bastante forte.
Assim, a primeira parte da prova, até ao ponto de retorno foi corrida com vento favorável, permitindo um ritmo acima do normal.
O pior foi após o retorno e, consequente início do trajecto Sul-Norte;
Tinha delineado um estratégia de poupar forças na primeira parte da prova, e aproveitar o retorno para alargar o passo, visto que este troço tem declive favorável, mas tal não foi possível devido ao vento em sentido contrário, e mesmo manter o ritmo não foi fácil.
Enfim, lá terminei a prova com cerca de 1h38m (não sei exactamente porque me esqueci de parar o relógio no fim e também não reparei no relógio oficial instalado na meta).
Actualização: tempo oficial 01:38:53

Como pontos menos positivos, assinala-se o atraso da disponibilização dos tempos e classificações (no momento que escrevo este post, 00h30m, ainda não estão publicados no site do evento), e também o facto de não terem dado a t-shirt da praxe.
Pessoalmente acho que a t-shirt é muito mais interessante do que a medalha oferecida, até porque a t-shirt funciona também como publicidade ao evento, enquanto que a medalha vai acabar em muitos casos no fundo de uma gaveta (o meu filho achou-lhe muita graça e lançou-lhe uma “OPA hostil”, pavoneando-se agora com ela muito vaidoso!).

Bons treinos e até para o ano!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012


Meia Maratona da Nazaré
O ano passado foi assim…
 

Já lá vai um ano que comecei “oficialmente” a correr.
A 37ª Meia Maratona da Nazaré foi a prova escolhida para a estreia, não por alguma razão em especial, mas porque era a altura certa e, também, relativamente perto.
O principal desafio era terminar!!.. Sobretudo porque até à data apenas tinha corrido aquela distância uma (única) vez.

Bom, o tempo não foi famoso – 1h51m – mas em termos pessoais foi sem dúvida uma grande vitória.
O tempo (climatérico) não se apagará da memória tão cedo, visto ter terminado a prova debaixo de uma chuva torrencial como nunca tinha apanhado na vida!!
No próximo domingo dia 11-Nov-2012, decorrerá a 38ª edição da Meia Maratona da Nazaré, em que estou inscrito, contudo ainda não é certo que participe.
Isto devido a uma arreliadora lesão num joelho “arranjada” no Red Cross Trail no passado mês de Outubro.
Logo se verá, após o aquecimento antes da prova.
O gráfico que se segue, é uma distribuição Gauss dos participantes  por intervalos de 5min, das MM da Nazaré e da Figueira da Foz, assinalando os meus tempos.
Palpita-me que não vou melhorar nada desta vez,...se conseguir correr a prova até ao fim já não é mau. O importante é não agravar lesões mal curadas!
Fiquem bem..e bons treinos!