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domingo, 14 de abril de 2013

Treinos Loucos na Reixida


(Sábado + Sol = Corrida), é uma fórmula que não vem nos manuais de matemática, não parece ter sido utilizada em qualquer descoberta famosa, mas funciona lindamente com muita gente!

No livro Nascidos Para Correr, é apresentada uma teoria em que a prática da corrida aumenta exponencialmente em tempos de crise económica. Este facto foi verificado em vários países no século 20 e, não deixa de ter algum sentido. A corrida ajuda a amenizar os problemas, faz bem ao espírito e à mente. Após meia hora de corrida, os aborrecimentos e chatices que pareciam enormes ficam reduzidos a pequenos contratempos!

Outros desportos terão porventura o mesmo efeito, lembro-me da natação, do Btt,… só como exemplo, mas de facto, a moda actual é a corrida.

Começo mesmo a acreditar no tal efeito da crise como factor influenciador desta modalidade!

Hoje fui aproveitar a manhã de sol para fazer um Raid pelos montes dos arredores de Leiria.

Assim, carreguei no Garmin o ficheiro do percurso dos “Trilhos Loucos da Reixida de 2012” e fui até àquela simpática localidade a 6km de Leiria.

Segui quase à risca o track do relógio, excepto na parte final que, na prova era pelo leito do rio Liz, com água pela cintura.

Esta prova é relativamente curta mas é dura quanto baste! É um tipo de prova na qual eu não me dou muito bem. Devido ao seu perfil de subidas ”brutais” bem como de longos e técnicos single tracks, já me dou por satisfeito se chegar ao fim sem um entorse e com o nariz inteiro!

Em 2012 demorei 2h33m para fazer os seus 19 km e cheguei ao fim “todo roto”!

No treino de hoje, o ritmo era obviamente mais baixo e descontraído, mas os montes não estavam mais baixos do que antes, pelo que tive de “puxar” bem pelo físico!

 Boa semana e bons treinos!
Carreiro no início da subida

Famosa subida das antenas. O grau de inclinação aqui é brutal. Mesmo a caminhar, o ritmo cardíaco vai sempre no Red Line.




Vista do monte da Maúnça, já do lado oposto ao da subida da foto anterior

Vista sobre o vale

Local de passagem dos "Trilhos Loucos". Note-se o pormenor das cordas fixadas às rochas para que os participantes se segurassem ao passar por este precipício.

Nascente do Rio Liz. É curioso ver a água a brotar do chão com muita força!

 

domingo, 17 de março de 2013

Leituras


Li alguns livros muito interessantes nos últimos meses, acerca do tema da corrida.
Deixo as sugestões…
As sinopses não são minhas, mas pescadas na Net, aqui e ali…
As leituras não vão melhorar a passada, não aumentarão a capacidade aeróbica nem a velocidade, mas vão ajudar com certeza no campo da motivação e, proporcionar uns momentos de lazer muito agradáveis.
Então aqui vão:
 
Auto-Retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo

Sinopse

Em 1982, Haruki Murakami decidiu vender seu bar de jazz em Tóquio para se dedicar à escrita. Nesse mesmo período, começou a correr para se manter em forma. Um ano mais tarde, ele completou, sozinho, o trajeto entre Atenas e a cidade de Maratona, na Grécia, e viu que estava no caminho certo para se tornar um corredor de longas distâncias.
 Os anos se passaram, e os romances de Murakami ganharam o mundo. Traduzido em 38 idiomas, ele é um dos autores mais importantes da atualidade. É também um maratonista experimentado e um triatleta. Agora, ele reflete sobre a influência que o esporte teve em sua vida e, sobretudo, em seu texto.
Este é um livro bem-humorado e sensível, filosófico e revelador, tanto para os fãs deste grande e reservado escritor quanto para as inúmeras pessoas que encontram satisfação semelhante nas corridas.

Minha opinião: Gostei bastante, não só pelo tema, mas pela abordagem à corrida, pela humildade do escritor e, pela expressão de algumas sensações, das vitórias pessoais, decepções, frustrações e alegrias, comuns a quem pratica corrida amadora.

 
Nascidos para correr
 
Sinopse
O mais surpreendente best-seller do ano começa com uma simples pergunta: porque me dói o pé?
Christopher McDougall estava de volta ao médico com mais uma lesão. É o início de uma aventura épica. A procura de respostas leva-o a investigar a história de uma tribo lendária, os Tarahumara, refugiada no mais inóspito canyon mexicano - e que ali sobrevivem, há séculos, graças à sua extraordinário capacidade de correr longas distâncias, centenas de quilómetros, sem nunca parar. Com a ajuda de um misterioso corredor, Caballo Blanco, o autor descobre essa misteriosa raça de superatletas, que vivem numa sociedade onde a doença foi praticamente erradicada, e a corrida, a pé descalço, é o segredo de uma vida longa. Em ritmo trepidante, o autor alterna as suas viagens ao México com a história dos cartéis de droga que perseguem os Tarahumara, fala da ciência da corrida, dos lobbis das marcas de desporto - e de como caríssimos ténis nos podem provocar as mais graves lesões.
Minha opinião: Gostei demais, como dizem no Brasil. Estilo de escrita muito “americano” que prende o leitor desde o início até ao fim. Gostei tanto que, passados três meses arranjei na Net a versão em língua inglesa e voltei a ler no telemóvel!
Despertou também a curiosidade para correr descalço, que faço por vezes na passadeira, com meias normais ou de surf.


Correr ou Morrer

Sinopse
“Correr ou Morrer”: Todas as manhãs, durante anos, Kilian Jornet lia estas palavras antes de sair para treinar. Vivia num velho apartamento, dispensava luxos, o que queria era superar-se, ir mais longe, ganhar. Ganhar tudo.

Ainda não tinha vinte anos quando se tornou campeão mundial de corrida de montanha. De repente, no universo da alta competição, nascia um fora de série, um novo herói, uma pessoa extraordinária. O atleta catalão ainda não fez 25 anos e já não tem rivais em skyrunning, uma das provas de endurance mais duras do planeta.
Subiu e desceu o Kilimanjaro mais rapidamente do que qualquer outro ser humano. Pulverizou todos os recordes em cada desafio que se propôs: desde o Ultra-Trail de Mont-Blanc (163 quilómetros de corrida de altitude), à Transpirenaica, passando pela Volta do lago Tahoe...

Minha opinião: Está sem dúvida muito bem escrito, numa linguagem quase poética.
Kilian Jornet é sem dúvida um atleta fora de série, com poucos rivais à altura a nível mundial.
Todavia para um corredor amador, especialmente de trilhos, o que nos move será bem mais modesto do que aquilo que move o Kilian Jornet: superar tudo e todos, ser o primeiro a cortar a meta, estabelecer recordes, ir até onde ninguém foi antes,etc, etc.. os nossos objectivos são bem mais modestos e, na sua maioria valem apenas para nós próprios, isto é, nenhuma editora investiria um cêntimo para publicá-los em livro (..e vivam os Blogues gratuitos!!). 
É sem dúvida um excelente livro que todos os que correm por aí ao fim da tarde (ou ao início da manhã, como eu) têm obrigatoriamente de ler.

 

A Maratona de Nova Iorque, Crónica de um corredor acidental

Minha opinião: Um livro em estilo de Diário, até porque nasceu precisamente deste modo numa rede social (palavras do autor), descrevendo o dia-a-dia de um recém chegado ao mundo das corridas, com vista à sua preparação para a maratona de Nova Iorque.
Senti de imediato alguma identificação com o livro, não pela maratona de Nova Iorque, em que nunca participei, com muita pena minha, mas pelo facto de ser alguém que também começa a correr após os 40 anos.


50/50 Quem Corre por Gosto

Minha opinião: Livro interessante relatando as peripécias do Dean Karnazes ao longo de 50 maratonas seguidas ,em 50 dias consecutivos em 50 estados diferentes dos EUA.
(Lido às prestações nos sofás de uma conhecida rede de livrarias)