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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Warm Up for RedCrossTrail

Falta um mês para o Red Cross Trail!

A preguiça de verão teima em não querer partir;

É urgente espantá-la para longe!
Nos próximos dois meses há duas maratonas para correr, uma de trilhos, outra de estrada; não margens para “abébias” (acho que é assim que se diz no norte)!

No passado Sábado a “equipa” foi treinar para a Figueira da Foz (uma vez mais para variar..), começando na Praia de Quiaios, rolando mais ou menos em plano até ao paredão do molhe norte da Figueira, depois invertendo a marcha de regresso à serra da Boa Viagem, para uns trilhos de, “se lhe tirar o chapéu”.
Foram 30,2 quilómetros (31 no relógio do PA) e um empeno jeitoso J

Apesar de não ter qualquer comissão no negócio, recomendo vivamente a todos os que gostam de corridas de trilhos, que venham ao Red Cross Trail na Figueira da Foz, no dia 13 de Outubro. É do melhor que se faz por cá!
Deixo agora umas fotos do treino para que, quem não tenha nada que fazer, possa queimar um bocado de tempo no trabalho… J

Boa semana e bons treinos!

Início na praia de Quiaios com a serra a chamar por nós...

Estrada de macadame costeira
Vista a norte

Zona de pedreiras da cimenteira do Cabo Mondego


Em Buarcos

Calçadão da Figueira da Foz

"Oásis do Santana Lopes", agora em estado de semi-abandono

Paredão norte da Figueira

Pose para a foto..

Olhá' foto... (parecemos dois fora-da-lei)

Forte de S. Catarina

Ainda a propósito das invasões napoleónicas...(post anterior)

Praia da Tamargueira-Buarcos

A subir a serra. No farol antigo

Farol novo

Correr e tirar fotos ao mesmo tempo. Por vezes é bom para treinar quedas...


O farol lá ao fundo...



Nos trilhos da serra


Miradouro da Bandeira. Praia de Quiaios ao fundo- Zona de início do Red Cross Trail

Outra vista da costa a norte. Em dias muito límpidos vê-se a praia de Mira e o farol da Barra de Aveiro

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Sunset Trail de São Pedro de Moel


Foi neste sábado o “Sunset Trail” de São Pedro de Moel.


Uma das Dunas "malditas"
Organizado pelos OFFTel Runners de Leiria, teve início e fim no centro do Lugar, sendo o resto do percurso  corrido na mata nacional do pinhal de Leiria. Apenas já perto do final se viria à zona da praia para um passadiço de madeira e um pouco de estrada.

A zona florestal é constituída por dunas não muito altas e já se previa que houvesse zonas de areia solta. Na informação disponibilizada pela organização falava-se em 1 km de areal de praia, sendo o restante, caminhos de pinhal com um ou outo aceiro de areia solta no máximo de 3 km, o que convenhamos, numa distância de 21 km não seria nada de especial.

As surpresas começaram com uns emails da organização na semana anterior à prova, classificando a prova como TC/MD (Trail Curto/Muito Difícil).

Estranho, como seria possível inventar um Trail "Muito Difícil" naquela mata?

Paulo Amaro, ainda fresco...
Estava também anunciado que o levantamento dos dorsais terminaria às 15h00, portanto duas horas antes do início da corrida!! Nestes e-mails eram também advertidos os participantes das n+1 situações que poderiam levar ao impedimento da participação ou à desclassificação, num tom que não é muito habitual em eventos desportivos “a brincar” ou seja, onde os participantes vão com a intenção de passar um bom bocado e de se divertirem. Mas enfim, talvez o tom tenha sido mal interpretado por mim, que também ando a precisar de férias…

Bom, por volta do meio dia, levantaram-se os dorsais, refira-se que a  t-shirt é muito gira, e fomos até à Marinha Grande almoçar um Mac.

De regresso a São Pedro de Moel, houve tempo para uma tarde de explanada, uma vez que faltava ainda muito tempo para o início.

Perto da hora H, efectuou-se o controlo dos chips e, finalmente, deu-se a partida.

Logo nos primeiros metros da corrida ,desceu-se ao areal da praia, onde se fizeram uns metros (200 ou 300) pelo meio dos banhistas, que por sorte não eram muitos, saindo de imediato para uma breve passagem por alcatrão e, entrando logo em zona de dunas e floresta.
Caminho na floresta

O primeiro contacto com as dunas de areia solta não é muito agradável visto que a progressão é lenta e muito exigente em esforço. Mas tudo bem! A organização tinha anunciado que o percurso em areia solta não seria muito extenso!

A temperatura não estava alta, todavia o tempo estava abafado e dentro da floresta não corria muita aragem.

Bom, lá íamos tentando correr, com os pés sempre a afundar na areia, esperando que finalmente começasse terreno mais duro que não exigisse tanto esforço.
Duna com "tudo o que é bom", inclinação brutal e areia solta...

Passaram-se 2km, 3km, 4km 5km,….., e nada! Era sempre mais do mesmo! Dunas e mais dunas, caminhos Corta-fogo sempre em linha recta onde, no topo de uma duna se avistavam dunas e mais dunas, fazendo lembrar uma montanha russa, tipo carrossel,.. Sempre em Areia Solta!

O vocabulário mais ouvido nesta altura é impróprio para ser aqui reproduzido e, se o pessoal da organização teve algum sintoma esquisito, tipo comichão em algumas partes do corpo ou desarranjos intestinais, foi com certeza devido às muitas pragas que iam sendo vociferadas pela malta durante a corrida.

Nas dunas mais íngremes, por cada passo que se subia, deslizava-se meio metro para trás, depois na fase da descida atingiam-se velocidades vertiginosas, com passadas de vários metros, como se estivéssemos num planeta sem força da gravidade!!

A areia que ia entrando nas sapatilhas começava a ocupar espaço vital para os dedos, sendo necessário parar umas quantas vezes para “despejar” essa carga indesejável.
Entrada na ribeira, para juntar água à areia das sapatilhas. Só faltava cimento, como dizia um  camarada que seguia próximo...

Os abastecimentos no entanto eram excelentes, havendo até pastéis de nata ao km 14, bem como umas mini’s para elevar os espíritos mais abatidos!

Quando chegámos à zona da praia, onde se faria o resto da distância em passadiços de madeira ou alcatrão, já não haviam grandes reservas de energia disponiveis, alguns atletas inclusivamente iam a caminhar.
Passadiços de madeira

Recordo-me de um camarada que ultrapassei no parque das merendas (a 1 km da chegada!) a quem perguntei se precisava de alguma coisa ou se estava tudo bem, e ele lançou-me um olhar vago, alucinado e distante, articulando qualquer coisa como um “ok” pouco convincente…
Passadiços de madeira, já perto do fim

Na meta estava a grande Rosa Mota a dar as boas vindas aos atletas de ocasião, o que nos fez esquecer todas as arrelias acumuladas durante a prova!
P'á posteridade

 A táctica da equipa do PelaEstradaFora foi a habitual, até porque tem dado resultados muito positivos. Assim, a classificação da equipa foi a seguinte:

Pos.
Dorsal
Nome
Equipa
Tempo
Tempo+
60
133
Paulo Amaro
PelaEstradaFora
02:10:10
00:31:55
126
145
Paulo Oliveira
PelaEstradaFora
02:25:34
00:47:19

 É objectivo ter mais atletas na equipa, para ser possível por exemplo pontuar nas provas, todavia, a crise que o país atravessa também se reflecte nas nossas contas, não permitindo ir ao mercado fazer novas contratações J
Os vencedores foram:
Homens:
Pos. Dorsal Nome Equipa Tempo Tempo+
1 253 M. Angelo A. C. Vermoil 01:38:15 00:00:00
2 110 João Ginja N.A.Z.Abobada 01:42:01 00:03:46
3 106 Telmo Silva A.M.Atibá 01:44:23 00:06:08


Pódio masculino

Senhoras:
 
 
 
Pos.
Dorsal
Nome
Equipa
Tempo
Tempo+
1
77
Cristina Ponte
OFFtel runners/JV
01:57:45
00:00:00
2
147
Sara Brito
CA Barreira
02:09:26
00:11:41
3
236
Raquel Carvalho
OFFtel runners/JV
02:09:37
00:11:52

Pódio feminino
Concluiram 306 atletas.
No fim um duche de água fria para retemperar os músculos e um excelente momento de convívio com um lanche ajantarado de sandes de porco-no-espeto e imperial (e mais duas ou três natas, que estavam deliciosas!)
Tendo em conta tudo o que se passou, tomámos a decisão IRREVOGÁVEL de “Não voltar ao Sunset Trail de São Pedro de Moel antes de 2014”!

Parabéns à organização e a todos os participantes da corrida e da caminhada!