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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Preparação para os Abutres

Continuam os treinos para os “Abutres”.
Não em volume e quantidade necessárias para enfrentar a prova de forma tranquila, mas ainda assim, julgo que o suficiente para não “berrar” a meio do caminho.
No ano passado foram nove horas de prova, tendo chegado ao fim sem estar propriamente cansado ou esgotado. O problema teve mesmo que ver com a inépcia ou mais simplesmente, com a falta de jeito para percursos demasiado técnicos, como é o caso dos Abutres.

Este ano a forma física é semelhante à do ano passado, mas a habilidade para enfrentar aquelas rampas, descidas, passagens de riachos, escaladas de rochas agarrado a correntes e outras coisas do género, será semelhante.
Tenho a esperança de melhorar o tempo, mas pode assim não acontecer. Basta para isso estar a chover nesse dia para aumentar exponencialmente a dificuldade da prova, e aí, o objectivo será apenas o de chegar ao fim, pelo próprio pé, e com os ossos todos no sítio!

Assim este fim-de-semana, houve lugar a dois treinos.
No Sábado, nos montes de Leiria, mais uma vez baseado nos “Trilhos Loucos da Reixida”, com alguns improvisos pelo meio a fim de aumentar a distância.

O final da volta, na nascente do rio Liz, onde nesta altura do ano de pode admirar a força da água a romper do subsolo, e que no curto espaço de dois ou três metros forma um caudal impressionante. Diria mesmo que ao fim de cinco metros, o caudal é tão forte que arrastará quem ousar atravessar o rio!
Nascente do Rio Liz
Repare-se na distância desde o início até à torrente. Quatro ou cinco metros apenas, para se formar um caudal de milhares de litros! 
No Domingo foi tempo para um treino de recuperação em estrada e, finalmente aderi a um plano de treino. Assim o “plano” foi correr uma hora numa direcção e ao fim desse tempo inverter a marcha e regressar, se possível por trajecto diferente.

Um belo plano, não acham?! J
Prós e contras constatados neste plano:

Prós

·         Se a meio do treino nos aborrecermos e quisermos terminar, teremos de fazer outra tanta distância até ao carro.

·         Não permite fazer batota ou atalhar caminho

Contras

·         Se, como aconteceu neste treino, começar a chover torrencialmente quando estivermos no ponto mais distante, estamos bem arranjados! É garantia de uma molha fenomenal. Até a roupa faz espuma! (curioso, talvez seja do amaciador que fica no tecido?!)
Mas pronto! Um plano é um plano.

Também este plano é definido por três pontos. Início, meio e fim. Aqui fica a prova de que tem um fundamento científico-ó-matemático J

(Não liguem. Quando daqui a duas semanas estiver a meio dos Abutres, não vou ter tanta vontade de dizer graçolas…)

Boa semana e bons treinos!


Treino de Sábado

Treino de Domingo

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Preparação para o "X-Mas Night Trail"


Hummm,… a coisa não anda fácil…
O mês de Novembro deixou algumas mazelas nas pernas, principalmente devido à Maratona do Porto, seguida da Meia Maratona da Nazaré uma semana depois…

O aspecto anímico também não anda propício a grandes feitos desportivos.
Lembro-me muitas vezes do escritor-atleta Murakami após uma corrida de 100 km, em que passou por uma fase de desânimo, perda de objectivos, ou qualquer coisa do género.

A preguiça tem frequentemente levado a sua avante. Noutras ocasiões são algumas dores nas pernas que me servem de pretexto para não treinar!
Restam os fins-de-semana para manter alguma forma física, pelo que, com algum esforço lá tenho feito alguma coisa.

Verdade também seja dita, o tempo excelente acaba por ser um dos principais ajudantes ao exercício de fim-de-semana!
Esta fase menos boa, para além dos aspectos já referidos, pode também ter que ver com a ausência de provas no imediato. Os Trilhos dos Abutres em que estou inscrito são só para o final de Janeiro. Acho que o que falta é uma prova, para levantar o “astral”!

Assim, tendo uma prova mesmo à porta de casa, o “Leiria Christmas Night Trail”, nada melhor do que inscrever-me e participar.
Não estando em grande forma física, sendo a prova feita toda de noite e com alguma dureza anunciada, não prevejo um lugar no pódium, mas também espero não ser o último a chegar à meta, mas se for, também não será nenhuma vergonha (chama-se a isto em vocabulário futebolês: “sacudir a pressão”).

Os treinos deste fim-de-semana foram os seguintes:
Sábado – Mais um “Reixida 2013”em que consegui tirar cerca de 20 minutos ao treino do passado dia 19. Mesmo assim, 15 minutos a mais do que a prova real feita em Junho.

Domingo – Treino de recuperação iniciando no circuito Polis (IMTT), Estação C.F., Gândara dos Olivais e retorno pela estrada do rio.
Boa semana e bons treinos

Fotos do treino de sábado
Seguindo o Track no relógio.

Vista a partir do monte da Maúnça sobre Leiria

Marco geodésico da Maúnça

Trilho da nascente do Rio Liz

Treino de Sábado - "Trilhos Loucos da Reixida 2013", excepto a parte de passar pelo leito do rio


Treino de Domingo

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Treinos "À la carte"


A seguir à tempestade vem a bonança.
Depois de dois meses com duas provas cada, uma de 10 km, uma maratona de trilhos, uma maratona de estrada e uma meia maratona, também de estrada, regressa-se agora a um período mais sereno, do tipo, quando há vontade treina-se, quando não há vontade, fica-se no sofá J
Há também o factor físico que foi bem esforçado nestes dois meses e agora anda a dar sinais de precisar de tempo para sarar algumas mazelas musculares. Na semana passada andei com uma dor na perna direita, que ia mudando de local todos os dias! Nunca tal me tinha acontecido! Começou na zona superior externa da perna, foi descendo, inflectindo para dentro, até chegar à zona interior do calcanhar!

Estradão florestal da Tocha ao Palheirão


O Atleta Paulo Amaro
De qualquer modo, no sábado havia que fazer qualquer coisa e então combinou-se um treino na Praia da Tocha (zona da Figueira da Foz) com a equipa! Uma ida até à Praia do Palheirão pelo estradão florestal e regresso ora pela beira-mar, ora pelo sobe-e-desce das dunas.
A imensidão da costa atlântica

O "Je"


Na terça-feira, um dia de férias não previsto. Após deixar o filho na escola, meti pés ao caminho e fui fazer o trilho da Reixida versão 2013, seguindo o track pelo Garmin 305. Foi a primeira vez que treinei no traçado de 2013. Um dos meus treinos mais frequentes é o “Reixida 2012”. Excluo no entanto a passagem pelo leito do rio Liz! Sou louco mas não ao ponto de o fazer sozinho!
Nesta altura do ano os medronheiros desta zona estão carregadíssimos, com medronhos enormes! Maduros mas não em demasia, tendo aproveitado para “tirar a barriga de misérias”. Poderei também desmistificar o que se diz acerca da embriaguez de medronhos! Não é verdade! Terminei o treino absolutamente sóbrio! (e também não tive de usar os lenços de papel que levava na bolsa J).
Uma última nota para um programa que ia a ouvir, ontem (3ª feira, 19/11/2013) na Antena 1, acerca de futebol, cujo tema era o jogo com a Suécia que iria decorrer ao final do dia. O formato do programa consiste no atendimento de telefonemas de ouvintes, dando assim espaço de antena às mais diversas opiniões.

Cheguei a um ponto do programa em que, já não sabia se havia de rir ou se havia de chorar tal era a pobreza dos conteúdos. Não sei se é próprio do meio “futebolês” ou se esta pobreza é mesmo característica da sociedade actual! Sei isso sim é que, é confrangedor ouvir numa rádio nacional tanta pobreza intelectual. Enfim, é o que temos…

Boa semana e bons treinos!


Rampa simpática do "Reixida 2013"

Paisagem a meia encosta

A famosa subida daas antenas ou dos postes

Legenda dispensada

Legenda na foto anterior

Vista sobre os arredores de Leiria


 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Trilhos Loucos da Reixida - 2013


 Reixida, freguesia de Cortes, Leiria.

Não compreendo esta crise que o país atravessa. Quando os portugueses realmente querem fazer qualquer coisa, conseguem-no e, com que sucesso!

Temos condições naturais de excepção, as pessoas são criativas e trabalhadoras, conseguem unir-se por um objectivo e, o resultado é neste caso, um sucesso formidável de uma prova de corrida em trilhos.

Conheci a prova apenas no ano passado, altura em que comecei a frequentar corridas deste tipo, chamando-me a atenção para a designação de “Trilhos Loucos” com que me identifiquei de imediato J

Residindo muito próximo desta localidade dos arredores de Leiria desde 2008, julgava já conhecer bem os montes por onde passa a prova, pelo menos pelos caminhos por onde passa uma bicicleta. Todavia, é uma realidade que de pé posto, temos a possibilidade de passar por sítios onde nem as cabras passam!

Bom, …também não será menos verdade que os Bttistas a sério passam por esses trilhos a voar, por vezes até aterram dentro de silvados! (conheço a parte de aterrar nos silvados…)

Pelo motivo de morar ali perto, acabo por treinar frequentemente por esses montes, da Maúnça, Srª do Monte, Arrabal, Torre, Reguengo do Fetal e chegando até a S. Mamede e Alvados. É um luxo! É quase comparável a uma criança gulosa que mora numa gelatariaJ

Uma vez mais, a equipa do “PelaEstradaFora” esteve em força nesta competição e, nos minutos que antecederam a partida foi delineada a estratégia, que mais uma vez seria: o Paulo Amaro correria mais depressa e o Paulo Oliveira correria mais devagar, tipo policia bom e polícia mau! Isto para confundir os adversários.
PelaEstradaFora, A Equipa. Somos poucos mas muito dedicados...

E não é que a estratégia deu mesmo certo?!!!  Nos 20,5km da corrida o Paulo Amaro “deu-me” quase meia hora de avanço!! É caso para dizer como o Hannibal da série A-Team (Soldados da Fortuna, na minha geração) ”I love it when a plan comes together!”

Antes da partida
O percurso da prova deste ano foi de grosso modo semelhante ao de 2012, havendo sido feitas no entanto algumas alterações pontuais que, pessoalmente achei bem simpáticas. Logo na parte inicial tomaram-se caminhos de terra batida, com subidas não muito violentas, em que a adaptação ao esforço se foi fazendo gradualmente.

Cerca do 5º quilómetro, entrámos no track de 2012, sendo a prova daí em diante semelhante à de 2012, com excepção de um troço já perto do final, na zona da nascente do rio Liz.
A famosa subida das antenas...

A cereja em cima do bolo dos Trilhos Loucos, é a habitual incursão no leito do rio Liz, que desta vez foi a triplicar.

Em alguns pontos a água chegava à cintura; o fundo do rio tem pedras de várias dimensões, bastante escorregadias, pelo que há que ter alguma atenção, quando não….
Parte do percurso pelo leito do Rio Liz

Acontece o que me aconteceu…

Um” esbardalhanço” no meio da água…

Um belo golpe num joelho que bateu num calhau submerso e, um telemóvel pró maneta. Bom o telemóvel já estava avariado na sua função principal e já só era usado esporadicamente para tirar fotos.

No fim, um almoço tipo aldeia do Asterix, com porco no espeto (mas sem Bardo a cantar J)

Um ambiente espectacular!

Foi mesmo uma boa ideia vir aos Trilhos Loucos da Reixida!!




Ofertas: uma T-shirt técnica e dopping para os atletas, houve também um chouriço..


Ambiente festivo no final

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Treino de recuperação


Uma vez mais, fui até ao quintal por detrás da minha casa, dar uma corridinha e arejar um pouco.

Este quintal, “my backyard” , tem o tamanho e a forma que eu lhe quiser dar; é portanto, muito versátil!

Hoje o treino estava pensado ser de estrita recuperação, tendo prometido a mim próprio não me deixar entusiasmar. Saí de uma pequena lesão nos gémeos há muito pouco tempo, com uma meia maratona feita há 3 dias e, faltando pouco mais de uma semana para os “Trilhos Loucos da Reixida”, não me apeteceria falhar por nova lesão.

Ora bem, a zona onde decorre o Trail da Reixida está inserida do meu backyard/quintal.

Assim, juntou-se o útil ao agradável e fez-se um “mix”, de recuperação da meia maratona da Figueira da Foz e de treino para a Reixida.

Após levar o filhote à escola numa das raras oportunidades do ano lectivo, e porque em Leiria não é feriado, equipei-me rapidamente, optando por não levar a mochila de água, limitando-me a uma garrafa de 0,75L com isotónico de laranja (nada de chá verde desta vez J), telemóvel e fones.

Partida novamente no lugar de Fontes do Liz, seguindo o track dos Trilhos Loucos de 2012, com uns improvisos pelo meio, a fim de totalizar 20 kms.

Cota mínima de 88m e máxima de 435m, com a maior parte do percurso a cotas elevadas.

Um alerta,… o sol está a queimar que se farta, mesmo com o céu semi-encoberto. Talvez o factor altitude potencie o efeito.

Tinha uma boa camada de protector solar na cara e braços. Com meias de compressão até aos joelhos e uns calções compridos tipo praia, achei que não valia a pena colocar protector nos joelhos. Puro engano! Fiquei com um escaldão na zona desprotegida! Portanto, cuidem-se minhas caras e meus caros atletas, o sol é um assunto sério…

Bom fim de semana e boas corridas!