sábado, 8 de fevereiro de 2014

Leituras.




As últimas semanas não têm sido muito favoráveis à corrida. Mesmo assim e, quando a força de vontade leva a melhor, tira-se o "respectivo" da cama às 5h45 para "malhar" meia hora na passadeira revendo episódios antigos dos CSI.

Olhando para a vida de uma forma positiva, pode-se dizer que a diminuição do volume de treinos permitiu alguma recuperação muscular, cujo efeito prático foi o desaparecimento das dores "crónicas" nas pernas que já me apoquentavam há alguns meses.

Não será então totalmente disparatada a teoria de que o descanso também faz parte do treino!

Também houve lugar a algum tempo passado em salas de espera, que serviram apesar de tudo para pôr leituras em dia.

Um livro interessante, de leitura leve, para os aficionados do Running, chama-se " O homem da Ultra Maratona" do conhecido Dean Karnazes. Relata algumas corridas e episódios da vida deste atleta.

Confesso que não tinha grande opinião acerca do Dean Karnazes! "Ouvi" falar dele pela primeira vez no "Nascidos para correr" e convenhamos que a ideia transmitida não é a mais simpática. Nesse livro, Karnazes é apresentado como alguém que vive para o protagonismo pessoal, associado ao mercantilismo puro das marcas desportivas.

Bom, não será bem assim… o próprio Christopher McDougall, o autor do “Nascidos para correr” também estará incluído no grupo daqueles que lucraram muito com a febre das corridas que se vive actualmente, em particular no mundo ocidental!

De qualquer modo, este é um livrinho que se lê muito bem e que se recomenda para aqueles bocadinhos livres que temos às vezes.

Até Março não deverá haver possibilidade de participar em provas, mas diga-se de passagem que, a vontade também não é muita. A participação em provas traz muita pressão, com viagens, horários, €’s, etc., e tudo isto tira um bocado do prazer da “coisa”.

Uns treinos com companhia ou até em modo solitário, por uns “montes e vales” deste país, acabam também por ser muito divertidos!

Treino de 8 de Fevereiro na Praia da Tocha-Figueira da Foz. O primeiro na rua de há mês até agora.
Veremos como evoluirão as coisas. Para já, a única inscrição activa é para a Maratona do Porto, em Novembro!
Boa semana e boas corridas!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Paragem forçada


Por vezes a vida é assim,…

Um contratempo familiar veio alterar toda a rotina do dia-a-dia.

A corrida vai ter de ficar para segundo ou terceiro plano durante uma temporada.

Uns treinos na passadeira de vez em quando e já não será mau de todo!                     

Entretanto, desafiei o meu “brother” Sam para participar nos Trilhos dos Abutres uma vez que seria uma pena desperdiçar a inscrição (e o almoço!).
Desejo que se divirta e que, acima de tudo, corra tudo bem (literalmente J)!

Certo é que, irá fazer melhor do que eu faria!
Fiquem bem, boas corridas, e, até um dia destes…

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Preparação para os Abutres

Continuam os treinos para os “Abutres”.
Não em volume e quantidade necessárias para enfrentar a prova de forma tranquila, mas ainda assim, julgo que o suficiente para não “berrar” a meio do caminho.
No ano passado foram nove horas de prova, tendo chegado ao fim sem estar propriamente cansado ou esgotado. O problema teve mesmo que ver com a inépcia ou mais simplesmente, com a falta de jeito para percursos demasiado técnicos, como é o caso dos Abutres.

Este ano a forma física é semelhante à do ano passado, mas a habilidade para enfrentar aquelas rampas, descidas, passagens de riachos, escaladas de rochas agarrado a correntes e outras coisas do género, será semelhante.
Tenho a esperança de melhorar o tempo, mas pode assim não acontecer. Basta para isso estar a chover nesse dia para aumentar exponencialmente a dificuldade da prova, e aí, o objectivo será apenas o de chegar ao fim, pelo próprio pé, e com os ossos todos no sítio!

Assim este fim-de-semana, houve lugar a dois treinos.
No Sábado, nos montes de Leiria, mais uma vez baseado nos “Trilhos Loucos da Reixida”, com alguns improvisos pelo meio a fim de aumentar a distância.

O final da volta, na nascente do rio Liz, onde nesta altura do ano de pode admirar a força da água a romper do subsolo, e que no curto espaço de dois ou três metros forma um caudal impressionante. Diria mesmo que ao fim de cinco metros, o caudal é tão forte que arrastará quem ousar atravessar o rio!
Nascente do Rio Liz
Repare-se na distância desde o início até à torrente. Quatro ou cinco metros apenas, para se formar um caudal de milhares de litros! 
No Domingo foi tempo para um treino de recuperação em estrada e, finalmente aderi a um plano de treino. Assim o “plano” foi correr uma hora numa direcção e ao fim desse tempo inverter a marcha e regressar, se possível por trajecto diferente.

Um belo plano, não acham?! J
Prós e contras constatados neste plano:

Prós

·         Se a meio do treino nos aborrecermos e quisermos terminar, teremos de fazer outra tanta distância até ao carro.

·         Não permite fazer batota ou atalhar caminho

Contras

·         Se, como aconteceu neste treino, começar a chover torrencialmente quando estivermos no ponto mais distante, estamos bem arranjados! É garantia de uma molha fenomenal. Até a roupa faz espuma! (curioso, talvez seja do amaciador que fica no tecido?!)
Mas pronto! Um plano é um plano.

Também este plano é definido por três pontos. Início, meio e fim. Aqui fica a prova de que tem um fundamento científico-ó-matemático J

(Não liguem. Quando daqui a duas semanas estiver a meio dos Abutres, não vou ter tanta vontade de dizer graçolas…)

Boa semana e bons treinos!


Treino de Sábado

Treino de Domingo