domingo, 11 de maio de 2014

Crónicas de Abril


Várias efemérides se assinalam neste mês de Abril. Para o país em geral o dia 25 de Abril é a data mais importante, tendo-se completado agora quarenta anos desde a revolução que derrubou a ditadura e abriu caminho à democracia.
No meu universo pessoal a data de 25 de Abril tem ainda um significado mais importante, acerca do qual escrevi aqui no ano passado.
Outra data importante mas, pela tristeza e vergonha que tem associada é a de 19 de Abril. Neste dia do ano de 1506 iniciou-se um massacre de Judeus e Cristãos-novos em Lisboa, instigado pelos frades Dominicanos, e que ao fim de três dias, tinha feito cerca de duas mil vítimas, entre homens mulheres e crianças. Este capítulo negro da nossa história não difere muito do terror nazi que todos condenamos sem hesitar, mas curiosamente tem sido escondido dos manuais escolares e de quase todos os livros de História de Portugal (com algumas excepções de Damião de Góis e Alexandre Herculano).

No que respeita às corridas foi um mês “mais-ou-menos”. Com 158 quilómetros de treinos, 16 sessões, passadeira e estrada.
Talvez ainda durante o mês de Maio recomece a olhar para os calendários de provas para fazer qualquer coisa “oficial”.

Honestamente, também não tenho sentido muito a ausência das provas. A pressão da logística da participação em provas não me faz grande falta nesta fase da vida!
Assim, os treinos desenrolam-se ao ritmo que calha, bastante agradáveis e descontraídos!

Há um pormenor “técnico” que gostaria de partilhar, sobretudo com os proprietários de Garmins. O meu relógio (Forerunner 305) teve uma crise na medição de pulsação, tendo estado quase um mês sem dar sinal de vida no monitor de ritmo cardíaco. Pode-se dizer que, antes ele do que eu. Todavia, quando se fazem treinos de duas a três horas, a solo, existe alguma propensão ao aborrecimento e ao tédio, até porque, nas zonas onde costumo andar ultimamente abundam rectas de vários quilómetros. Assim voltei a explorar o manual do relógio para ver as suas funcionalidades.
Comecei a usar uma opção muito interessante em que parametrizamos uma espécie de treino de séries. No caso actual serve apenas para indicar quando devo correr mais rápido e quando devo correr mais devagar. Geralmente parametrizo para correr rápido durante 200m ou 300m e rolar 800m ou 700m, conforme os casos.

Outra ferramenta muito interessante do Garmin é o chamado “Virtual Partner”. Neste caso estabelecemos um ritmo objectivo e uma distância, e depois o relógio compete connosco, indicando a todo o momento “quem” vai na frente e, a que distância. É um conceito semelhante aos “Balões” dos tempos nas maratonas.
Por último, The last but not the least, o atleta do PelaEstradaFora, Paulo Amaro, teve uma excelente prestação no Trilho dos Gatos em Montemor-o-Velho, obtendo um 22º lugar da geral. Parabéns! Está no bom caminho. A SAD já equaciona rever-lhe o salário, assim a economia do país o permita J (0x0=?)

Fiquem bem e boas corridas em Maio!

Estrada florestal entre a praia da Tocha e a praia de Mira. Bom local para treinar o desgaste psicológico provocado pelas rectas intermináveis.


 


Cantanhede (concelho da praia da Tocha). Terra do ouro, zona vinícola, praias, monumentos,.., e caçadores.
Como é visível na foto, onde há caçadores à solta, não há bom senso ou qualquer outra regra da civilização. Zona a evitar na época de caça sob risco de levar um tiro.
 

Campos do Rio Liz. Outra zona habitual de treino-passeio


Também aderi à moda dos Selfies (ainda assim gosto mais de Shellfish :))

Leiria - Igreja da Sra da Encarnação. Situa-se num cabeço da cidade, acessível por uma longa escadaria em pedra. Bom local para treinar fortalecimento muscular!

Outra igreja de Leiria. Nesta cidade não há local de onde não se consigam avistar duas ou três igrejas. Se tivessem sido construídas tantas escolas como foram construídas igrejas, Portugal seria agora o país mais avançado do mundo!

Leiria - Vista do castelo
 


Uma pérola do nosso país. Não resisti a parar o treino para tirar uma foto. Flores, morangos e "cereijas".

A foto anterior fez-me recordar uma visita em 2003 a Drumnadrochit, Loch Ness, Inverness, Escócia. Não sei quem copiou quem..eh eh!. 
 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Março 2014


Balanço de mais um mês de corridas 
Um mês quase normal em quantidade de quilómetros.
Trilhos é que nada! Opção pessoal que vai durar ainda mais uns tempos. Até lá é só passadeira e estrada!

A bicicleta também tem estado de repouso. A última vez que foi vista estava na garagem, perdida no meio de “cenas-que-se-guardam-porque-fazem-muita-falta”, (leia-se “Tralhas”).
O mês de treinos iniciou-se com um treino de 30 quilómetros pelo vale do Liz em Leiria. O ritmo foi razoável, o tempo estava ideal, sem frio nem calor, apenas uns pingos de chuva mas sem incomodar muito.
O problema é que quando o corpo arrefeceu surgiu uma dor no pé direito, na zona exterior no tendão de Aquiles e que, limitou um pouco o andamento durante duas semanas.

De facto, algumas pessoas são mais propensas a lesões do que outras. Conheço malta das corridas que nunca se lesionaram, enquanto outros, como eu próprio, “arranjam” lesões por Dá-cá-aquela-palha. Por vezes sem razão aparente ou causa objectiva!
Destaco também em Março os treinos efectuados em estradão florestal na zona entre Figueira da Foz e Praia de Mira, por onde vagueio aos fins-de-semana.

Esta zona é quase absolutamente plana, todavia estes percursos  têm peculiaridades muito interessantes uma vez que são constituídos por conjuntos de linhas rectas com vários quilómetros.
Assim, o principal desafio é ao nível psicológico. Chega-se a correr durante uma hora e até mais sem vislumbrar o fim da estrada.

É caso para dizer que ando a fazer boa justiça ao título do blog. Sorte que, na altura em que criei este espaço andava a reler um conhecido livro de Jack Kerouac J
Talvez possa não parecer nada de especial para quem nunca tenha corrido por sítios do género mas, mas na verdade surge com facilidade a vontade de desistir, de parar, de fazer uma pausa, etc..

Este treino psicológico é essencial para quem como eu, quer fazer maratonas com um treino base muito pequeno. Na ordem dos 200km/mês.
Assim, aprendemos a lidar com o turbilhão de pensamentos negativistas que surgem (no caso pessoal) aos 33-35km, quando já todas as partes do corpo se negam a continuar com aquele non-sense, e ainda assim, conseguir chegar ao fim da corrida!

Assim vão sendo as coisas por estas bandas!
Ficam umas fotos para colorir a página…

Boas corridas!


Estradão florestal da Praia da Tocha
 
Estradão florestal da Praia da Tocha - Antiga casa da Guarda Florestal
 
 
Estrada florestal da Praia da Tocha
 
Treino de 15 de Março
 
 
Treino de 16 de Março


Treino de 29 de Março.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Fevereiro 2014


Um mês de treino reduzido. Ainda assim, foram onze sessões de passadeira, três sessões na zona da Figueira da Foz uma das quais com parte nas dunas da praia e ainda, um treino em Leiria nas planuras do rio Liz.

Total: 133,9 km

Quanto a trilhos, zero.

Talvez dentro de um mês a situação volte ao normal. Até lá estou em modo “Eco”.

Ficam algumas fotos dos treinos outdoor para colorir a prosa J
22-Fev, Estrada florestal do Palheirão


22-Fev, Estrada florestal do Palheirão


22-Fev, Praia do Palheirão

22-Fev, Dunas entre Palheirão e Tocha

22-Fev, Dunas entre Palheirão e Tocha
 
22-Fev, Treino Praia da Tocha a Palheirão

28-Fev, Leiria, Leiria vista do monte da Sra da Encarnação

28-Fev, Leiria, Caleidoscópio photoshop

28-Fev, Leiria, no alto da Sra da Encarnação

 
28-Fev, Treino em Leiria