domingo, 22 de março de 2015

25ª Meia Maratona de Lisboa

"Meia da Ponte" - 2015
Tempos (chip) da Equipa do PelaEstradaFora:

Paulo Amaro -01:30:14
Paulo Oliveira - 01:33:22
Samuel Oliveira - 01:36:07



Relatório mais tarde, assim que o ácido láctico o permita J

Boa semana e boas corridas!


segunda-feira, 16 de março de 2015

Corta-Mato Ferroviário - Homenagem a Manuel Maia


No passado Sábado, 14 de Março 2015 teve lugar em Moita do Norte, Vila Nova da Barquinha, uma prova de Corta-Mato, cujo mote era a homenagem ao atleta  Manuel Maia, veterano do CLAC, prova também integrada no Corta-Mato Nacional Ferroviário.
A convite dos colegas ferroviários de Coimbra da equipa Bttrain, integrei esta Trupe e rumei pela manhã ao Entroncamento, Barquinha e finalmente, Moita do Norte, pavilhão das piscinas, onde estava montada a base das operações.

BTTRAIN - Clube Ferroviário de Coimbra. Participaram 10 atletas no total. Os que aqui faltam andavam treinar J
Nunca antes tinha participado em provas de Corta-Mato. Tinha apenas a ideia de que eram muito rápidas e exigentes.
Desde praticamente o início da minha “carreira” de corredor que aderi à modalidade do Trail onde, não obstante alguma técnica e dureza, há sempre pelo meio, umas pausas aeróbicas para ultrapassar um obstáculo, escalar uma rampa, e até, para comer e beber.

Ora bem, no Corta-Mato não há nada disto!
O Corta-Mato é corrida pura! Difere da estrada porque de facto acontece fora de alcatrão. Tem um perfil de constante sobe-e-desce, que embora sempre corrível parece um carrossel de corridas.

Outra característica desta modalidade é que a distância é relativamente curta, o que torna a corrida bastante rápida.

Assim, na prova em questão, tinha apenas 8.200 metros para demonstrar o que valia, ou seja, para mal dos meus pecados a prova decorria integralmente na zona onde tenho habitualmente mais dificuldade: A parte inicial!

Bom, como me garantiram que no final haveria almoço-convívio, lá me resolvi a ir experimentar o Corta-Mato.

A prova foi dividida em duas, a parte “Civil” aberta a toda a gente e, a parte competitiva ferroviária.

A prova ferroviária iniciou-se cerca das 11h00, após a chegada do último atleta da prova aberta

Esta divisão teve como objectivo principal de facilitar a tarefa de classificação, uma vez que não havia lá Chips, tapetes electrónicos ou outra qualquer tecnologia de ponta. Apenas esferográfica e papel!
Por último apenas referir que todas as ideias pré-concebidas acerca do Corta-Mato se confirmaram, sendo realmente um tipo de corrida onde não se pode “dormir na forma” sob risco de ficar em último.

Terminei ao fim de 00:40:17 com os pulmões a doer e a vista turva!
O vencedor foi o colega João Vilela da Silva do C. F. CAMPANHÃ com 00:32:43.



A equipa Bttrain classificou-se em 3º lugar.

Não desgostei, antes pelo contrário, e parece-me que até pode ser um tipo de treino muito útil para melhorar a velocidade e trabalhar a zona anaeróbica.

No fim um bom churrasco com muita hidratação (altamente recomendada pelos especialistas da matéria J).

Bom convívio com colegas de profissão, quase todos da minha geração ferroviária do início da década de 90. Valeu!

Boas corridas!
Classificação

Perfil da prova

Estatísticas - A prova consistiu em 3 voltas a um percurso de 2,8 km

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Trilho do Castelejo 2015


Alvados, Porto de Mós, Serra de Aire, uma zona que vale a pena visitar.

Caso se possa juntar à visita, uma caminhada, uma corrida ou uma actividade de Btt, ainda melhor.

Foi na edição de 2012 desta prova que a “equipa” se estreou no Trail, e logo lhe tomámos o gosto. Não só pela corrida propriamente dita, mas também pela beleza e imponência daquelas serranias.

Como fica relativamente perto de casa, é opção esporádica para treino (ou mais correctamente: passeio, uma vez que a palavra treino tem uma carga de rigor e disciplina que não estou interessado em associar a um passatempo…).

Alvados fica num vale. Os montes que rodeiam a localidade estão minados de grutas naturais, sendo a passagem pelo interior das grutas um “ex-libris” da prova.

Este ano, o Trail Curto passou pelo interior das grutas de Alvados e o Trail Longo passou ainda pelas grutas de S. António.

Com inscrição feita para a versão longa, 45 km, tudo parecia apontar para um dia muito bem passado.

Todavia, as corridas de inverno podem sempre ter algo que as complique. O estado do tempo, e de forma individual, alguma gripe, constipação ou coisa que o valha, que podem deitar abaixo as pretensões do atleta!

Assim, três dias antes da prova chega uma febre ligeira. Tudo bem, tenho “brufens e benurons”. Pacífico!

Sexta-feira, os sintomas agravam-se. Mais “brufens e benurons”.

Sábado, pior ainda. Convenço-me de que não vai dar, e, a opção mais sensata será a de ficar em repouso e resguardo, tanto mais que a previsão para a zona é de frio e alguma chuva.

Domingo, 7h00, o bom senso está adormecido, e antes que desperte toma-se um brufen para aliviar a febre e seguir para Alvados.

A opção é, ir avaliando a disposição até à hora da partida, e logo se decide se alinho ou não.
Durante a prova Mini Trail

Paulo Amaro a chegar à meta

Entretanto, quando levanto o dorsal falo com a organização no sentido de alterar a inscrição para o Mini Trail. Dizem-me que não há problema.

Às 9h00 dá-se a partida debaixo de um “tempo de cão”, vento e frio de arrepiar. Mas o brufen e uma pequena loucura natural são armas poderosas contra a intempérie :)

Após a partida são 23 quilómetros pelas encostas da zona, incluindo a passagem pelo interior de um centro hípico, onde havia um abastecimento, e a tradicional passagem pelo interior das Grutas de Alvados.

A versão ”Mini” desta prova parece ser muito indicada a quem se está a iniciar nestas andanças! Não é muito dura, é acessível a toda gente com um mínimo de treino, a paisagem é bonita, passa pelo interior de grutas, o que é sempre um momento especial, enfim..,  vale a pena!

No entanto, devido à debilidade física com que participei, posso bem afirmar que me custou mais este Mini Trail do que o Ultra dos Abutres de há duas semanas atrás. De facto foi um esforço enorme cada quilómetro percorrido. A patologia (febre e dores de garganta) agravou-se de tal modo que no dia seguinte tive, finalmente, de ir ao hospital, de onde saí a antibióticos.

Entretanto saem as classificações e constato que não figuro na tabela. Obrigado Organização, escusavam de ter dito que aceitavam a alteração. Também não faço questão de ser classificado com 3h19, o que daria um lugar de 177 em 226 chegados. O grande objectivo era mesmo a distância de 45k :(

A organização esteve bem de forma global, embora denote muito amadorismo em alguns aspectos de logística básica.

Na véspera ainda estavam a lançar apelo a voluntários para ajudar no dia da prova!

Ainda assim, prefiro este tipo de organização de pessoas genuínas, do que muito mercantilismo que se vê actualmente nos trails.

Tive pena de não fazer a prova grande e hei-de fazê-la em treino, logo que melhore.

Para já, não posso sequer ouvir falar em corrida!

Daqui até ao Piódão ainda falta algum tempo e durante uns dias vou alinhar numa filosofia de treino chamada “Método Badolas”, se não conhecem vejam aqui o seu conceito elementar. É fácil :)!!

A equipa esteve no entanto representada ao mais alto nível pelo Paulo Amaro que, na distância 45k fez um excelente 34º lugar da geral, com 5h32m.

Boas corridas!