quarta-feira, 10 de junho de 2015

Assalto à Serra da Lousã - O Dia D


Sábado, 06 de Junho de 2015, 08h00, Lousã, perto da Fábrica de Papel do Prado.
O Castelo da Lousã
Os quatro cavaleiros do apocalipse, Paulo, Samuel, Paulo Amaro e Armando, reúnem-se para a duríssima missão de subir ao topo da serra e voltar, no mais curto espaço de tempo.

Os quatro aventureiros
 O percurso delineado é o do LouzanTrail de 2014.

O dia promete calor com fartura. As previsões apontam para 36 °C, embora pela manhã, ainda não se faz notar em demasia.
Assim, os quatro bravos partem à aventura, que vai durar uma boa parte do dia.


O local de início, que como disse , é perto da Fábrica de Papel do Prado, portanto mesmo na entrada da floresta.
Segue-se pela encosta de um pequeno vale junto a uma ribeira, para, passado cerca de um quilómetro tomar um trilho à esquerda, sempre a subir.

Ao virar para este trilho há a primeira situação de orientação (ou falta dela). Este local é um ponto comum ao retorno e o Track no relógio não indica qual deles tomar. Talvez até indique mas não sei bem como se faz.
Por via das dúvidas o Samuel tem um GPS de mão, daqueles com mapas tipo Carta Topográfica.



Em poucos minutos atingimos o Castelo da Lousã.


Continuamos a subir.
O registo será sempre o mesmo nas  horas seguintes.

Passamos pela aldeia da Cerdeira.
Casa na saída alta da Cerdeira
Estamos com algumas dúvidas acerca do nome da aldeia e perguntamos a uma família que estava almoçando no seu terraço.

A resposta vem com o maior orgulho que se possa imaginar: "- Meus senhores, aqui é a Cerdeira!"



A última escalada antes do Trevim
Ao fim de 12,5 km e 3 horas, chegamos sem dificuldade ao ponto mais alto da serra, chamado Trevim.




A descida, ou melhor, “o restante percurso, tendencialmente descendente” ainda vai dar que fazer.
Com o passar do dos quilómetros, o cansaço e o calor vão obrigando a baixar o ritmo.

Acabamos por demorar mais tempo na descida do que tínhamos demorado na subida.
A demora, no entanto, também é justificada pelas paragens em duas aldeias para hidratar com uma cerveja fresquinha.
Abastecimento na aldeia do Candal
Falando em aldeias da Serra da Lousã, vale a pena ir à serra só para visitar estas aldeias.

Aldeias como, Cerdeira Candal, Catarredor e Talasnal, são simplesmente encantadoras, estando algumas bem tratadas, com casas recuperadas, algumas das quais disponíveis para aluguer, ou turismo rural.
Quanto a pormenores técnicos, as indicações dos GPS foram boas, embora devido à densidade da floresta em alguns locais, a precisão da leitura diminuía. As causas podem estar relacionadas com o momento da gravação, que foi na minha prova do LouzanTrail em 2014, como no momento da leitura.
Mesmo assim, nos casos em que surgiam dúvidas, estas desvaneciam-se ao fim de 10 ou 20 metros.
 A distância final foi de 30 km, com 2.000 m de desnível positivo acumulado.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Assalto à Serra da Lousã


Aproxima-se o Louzan Ultra Trail.

É já no dia 20 de Junho!

Participei pela primeira vez em 2014 e fiquei muito, mas mesmo muito agradado com a prova.

Em termos de paisagem, haverá poucas zonas do país comparáveis à Serra da Lousã.

As opções da organização em 2014 tanto para a escolha dos trilhos como para a distância foram mesmo ajustadas às minhas “potencialidades”.

Agora em 2015 veremos!

“Esticou-se a corda” de 33 km para 45 km.

O desnível positivo passou de 1.700 m para 3.500 m…

Suspeito que se tenha embarcado na onda actual do “quanto pior melhor” ou das provas “extreme”, “boot camp” ou qualquer coisa do género.

Espero que não estraguem a minha prova preferida!

A toda a cautela, a "turma" aqui do PelaEstradaFora vai fazer um treino à Lousã no próximo dia 6 de Junho, baseado no percurso de 2014, em regime de autossuficiência, dependendo apenas das nossas mochilas, raízes comestíveis que encontrarmos e, algum javali distraído que se cruze no caminho J.

Fora de brincadeiras, também levaremos 10 euros no bolso para hidratarmos em todas as aldeias que passarmos!

Os ficheiros do percurso estão no grupo PelaEstradaFora-Corrida do Facebook, nas extensões de “.gpx” e “.tcx” para carregar nos relógios.

 Assim, quem quiser ir mais rápido tem tudo para não se perderJ

Quem se quiser juntar ao grupo, basta aparecer.

Outras actualizações serão colocadas aqui ou no Facebook.

Boas corridas!

domingo, 19 de abril de 2015

Ultra Abril


O mês de Abril começa a compor-se em termos de quilómetros corridos.

Depois de um Fevereiro com apenas 109 km e Março com 159, este mês já contabiliza 141, o que não é nada mau!.

Em princípio, não deverei participar em provas até ao Ultra Louzan Trail em Junho e, embora ainda falte algum tempo, há que treinar, porque, parece-me que não vai ser pera doce.

O Ultra Louzan Trail terá “apenas” 45 km mas com um desnível positivo de 3.500 m, o que se traduzirá na prova com mais subidas na minha ainda curta carreira de “Trailista”.

No último Ultra Piódão ficou bem claro que a forma física anda pelas ruas da amargura, e então, há que treinar mais!

Hoje surgiu oportunidade de fazer um treino mais demorado e pus em marcha um plano que já andava fisgado há algum tempo.

O plano era juntar percursos que costumo fazer habitualmente na zona de Leiria, sendo uma parte inspirada nos Trilhos Loucos da Reixida, outra parte por caminhos que conhecia do Btt e finalmente um excelente Track descoberto no GPSies que vai da nascente do Liz à Pia do Urso e S. Mamede, coincidindo em algumas partes com os Trilhos do Pastor.

Assim, de fones nos ouvidos, iniciei às 9h30, para estar de volta às 16h30, fazendo 6h10 de corrida efectiva.

O tempo pregou uma ou duas partidas, com umas chuvadas “jeitosas”, algum vento frio, sobretudo nas zonas mais altas onde as eólicas giravam a toda a velocidade.

Ao passar junto a uma dessas torres eólicas, subitamente, esta começou a fazer um barulho enorme que me deixou de cabelo todo eriçado! Parecia que aquela geringonça tinha entrado em auto destruição e ia  mesmo cair-me em cima!

Afinal foi falso alarme. Era apenas a parte superior (das pás) que estava a mudar de direcção. Ufa..

Mais uma vez, a partir dos vinte e poucos quilómetros, começo a quebrar fisicamente tal como acontecera no Piódão.

A parte do percurso entre o Reguengo do Fetal e a Pia do Urso foi feita à custa de um esforço imenso...

Doíam-me as pernas, as costas e, a dor ciática ia a dar sinais de vida, enfim, …, quando cheguei à Pia do Urso parei o relógio, fui beber água e atestar as garrafas.

Optei por levar um cinto com três garrafinhas em vez da mochila, uma vez que há pontos de água em três locais do percurso.

Quando retomo a marcha, em direcção a S. Mamede já só penso que tenho de ir a um café, para comer e beber qualquer coisa que não água. Tinha trazido apenas dois géis caseiros e um cubo de marmelada.

Só pensava numa cerveja bem fresca e num Mil-folhas, de preferência, daqueles de tamanho A3.

Chego finalmente a S. Mamede, paro novamente o relógio e vou procurar um café aberto (pois,.. , a maior parte dos cafés da terra estavam fechados, e parece que não era só por ser Sábado…).

Assim que entrei numa pastelaria, que aparentemente era a única aberta da terra; dirigi-me logo à montra dos bolos! "- Raios, não há Mil-folhas … - exclamei eu baixinho."

Tive de me conformar com uma Bola de Berlim de tamanho XL, muito boa por sinal. A acompanhar, uma bela de uma Super Bock, o melhor retemperador de corpo e espírito que poderia desejar naquela altura J

Para rematar toma-se um café e poem-se os pés ao caminho porque ainda faltam quase vinte quilómetros até ao final.

A partir deste “abastecimento” as coisas começaram a melhorar. O ânimo já era outro, e o perfil do terreno era agora tendencialmente plano ou descendente. Também já não chovia.

As dores de pernas e costas tinham passado quase por completo e, estava a entrar numa fase em que sentia que poderia correr para sempre àquele ritmo.

De facto, cheguei ao lugar de Fontes, onde se situa a nascente do rio Liz, com uma frescura incomparavelmente superior à que tinha a meio da jornada.

Tinham ficado para trás 47,93 km e um desnível positivo de 1.543 m.

Boa semana e boas corridas!
Estradão na Sra do Monte, Leiria.

Trilho do Buraco Roto, Reguengo do Fétal. Ponto de passagem da volta de hoje (Foto de arquivo)

Resumo do "Ultra"