quarta-feira, 2 de setembro de 2015

8ª CORRIDA DOS MOINHOS DE PENACOVA


30 de Agosto de 2015
 
Aconteceu mais uma vez a corrida dos Moinhos de Penacova.

Pela quarta vez, também a  “equipa”  do PelaEstradaFora fez-se representar, tendo obtido um pódio de escalão, o 10º lugar do escalão M45 pelo Paulo Amaro.

Pois é! Podem questionar como é que o vencedor deste escalão no super difícil Ultra LouzanTrail fica aqui em 10º lugar?

De facto esta prova é muito, mas muito competitiva!

Estão aqui os melhores corredores de montanha do país!

Já tinha referido em posts anteriores que esta prova pertence ao circuito nacional de montanha, e por esse motivo, há diversas equipas que se dedicam a este campeonato de forma quase profissional.

Depois, não confundam este tipo de provas com os trails que estão muito na moda por esse país fora. As corridas de montanha caracterizam-se por se desenrolar praticamente por caminhos e estradões, sendo a parte do percurso em carreiros (single tracks em dialeto de trail) relativamente pequena.

No trail o objectivo é precisamente o oposto, e que pessoalmente prefiro, mas faz parte das características de cada conceito de corrida.

Estas características conferem às provas de montanha uma maior rapidez relativamente ao trail (para quem tiver pernas…) uma vez que não há zonas muito técnicas, afunilamentos, passagens agarrados a cordas, atravessamento de pântanos com lama pela cintura (esta é para os Abutres 2015 J), em conclusão, pode-se fazer a prova toda a correr, e há quem o faça!

Também referi em anos anteriores que, não se vê por aqui a feira de vaidades do mundo dos trails.

Há por aqui menos “Lasportivas Raptores”, “Salomones  Spidecroçes”, bastões de carbono desenvolvidos pela NASA, selfies com GouPrós! Enfim, não há aquele glamour próprio de um UTMB, MIUT ou coisa que o valha (ok ok, pode ser um bocadinho de pena de não ter €€€’s para tudo isso J)!

Na Corrida dos moinhos de Penacova simplesmente encontramos boa gente que gosta de correr.

Muito bem, como era a quarta vez que aqui vínhamos, já havia a noção das dificuldades e das partes do percurso onde se poderia ganhar tempo, podendo assim ir fazendo alguma gestão do esforço ao longo da prova.

A base das operações foi como habitualmente a praia fluvial do Reconquinho.

A partida deu-se na margem norte do rio Mondego, evitando a passagem da estreita ponte pedonal sem corrimão de um lado, em pleno início de prova.

Escusado será dizer que foi uma excelente ideia.

Depois “Acentuada subida inicial, em direção à zona histórica de Penacova, e posterior descida à Quinta da Ribeira, pela escadaria de acesso a esse local, seguindo-se alternância de subidas e descidas percorrendo trilhos pedestres, veredas, caminhos e estradas municipais que levarão os participantes a passar pela Ribeira da Presa, Ponte da Galiana, fornos de cal de Casal de Santo Amaro, núcleo de moinhos de vento de Gavinhos, Espinheira, núcleo de moinhos da Portela (ponto mais elevado do percurso - 476 metros), moinho do Aviador, Ponte e Quinta da Ribeira, ponto a partir do qual os atletas irão efetuar o percurso inicial, em sentido contrário até à meta, instalada na Praia Fluvial do Reconquinho, com meta instalada poucos metros após a passagem da ponte pedonal sobre o rio Mondego.” –  in Regulamento da Prova
Abençoado Copy/Paste J

No final, o habitual almoço de churrasco “à discrição”

O facto de a duração da prova ser relativamente pequena e chegarem todos os atletas antes do meio-dia, conjugado com a oferta do almoço aos participantes, promove um convívio no final que não tem paralelo na maioria das provas de trail, com algumas excepções, como por exemplo os Trilhos Loucos da Reixida e outras, em que se verificam aqueles dois pressupostos.

Parabéns à Organização e aos atletas, que fizeram deste dia uma festa da corrida!

Vencedores Geral Masculino


Vencedoras Geral Feminino

Vencedoras Elite Feminino
 
Paulo Amaro no pódio M45 com uma T-Shirt da concorrência :)

LUGAR DORSAL NOME CLUBE Lugar Escalao ESCALÃO TEMPO
60º 180 Paulo Samuel Jesus Amaro PelaEstradaFora 10 M45 02:01:44
87º 181 Paulo Daniel Jorge Oliveira PelaEstradaFora 16 M45 02:09:58

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Férias 2015

 


As “curtas” férias de 2015 já lá vão!

Foram três semanas à beira mar, com muito ar puro e algum exercício pelo meio.

Durante as três semanas de férias houve lugar para vinte e uma sessões de corrida e uma prova (Corrida do Bodo-Pombal).

O padrão de  corridas-das-férias alterou-se um pouco relativamente aos anos anteriores, ou seja, mais corridas na areia, distâncias mais curtas – entre os 5k e os 10,5k e alguns treinos bi-diários.

As corridas fora da areia foram sempre na companhia do PelaEstradaFora Júnior na sua bicicleta, pelo que, os ritmos dessas sessões tendiam sempre para o elevado, pelo menos na minha perspetiva!

Uma situação caricata que me fez pensar um pouco acerca de um possível viciamento na corrida é que, levei na bagagem de férias cinco pares de sapatilhas, e, esqueci-me de levar a toalha de praia! Bonito serviço…

Boas corridas!

Uma corrida no areal. No final havia sempre um mergulho na tépida água de 16º C

Corrida na ciclovia com o PelaEstradaFora júnior

 
No estradão florestal com o PelaEstradaFora júnior

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Prova do Bodo 2015 - Pombal


A Prova do Bodo vai na 33ª Edição, e tem atualmente como atracão principal, uma corrida de 10 quilómetros e, decorre integrada nas Festas do Bodo em Pombal.

Paralelamente há uma “Corrida das Farturas” de 3 km e uma “Caminhada do Bodo”, também de 3km.

Esta prova teve durante alguns anos uma versão de meia maratona que foi entretanto descontinuada.

Este ano, as duas distâncias tiveram 522 participantes nos 10 quilómetros e, 118 participantes nos 3 quilómetros.

A corrida dos 10 km foi constituída por 3 voltas, desde os paços do município até à saída da cidade, lado “nascente”.

Na verdade não foram bem “3 voltas”, foi mais do tipo “3-Idas-e-3-Voltas”, uma vez que se tratou de subir e descer a mesma avenida, três vezes!

Esta prova tem alguma tradição e reúne muitos atletas de clubes da zona centro, atingindo um nível competitivo bastante elevado.

Nestas corridas populares, a filosofia de base é “chegar primeiro”!

Estão um pouco em oposição de fase com a filosofia dos Trail e Ultra Trails, em que “competimos connosco próprios”, “não importa o lugar em que ficamos, o que interessa é participar”, vamos lá para “estar em contacto com a natureza” e outras cenas Zen do género.

Nas corridas populares o pessoal “desunha-se” para ganhar, e assim, correm que nem desalmados desde início até ao fim.

Tenho de admitir no entanto, que de facto, o objetivo das provas é competir uns com os outros.

Ao longo da corrida vou sempre a competir com outros corredores (sem que eles saibam J)!

É o fulano da t-shirt verde ou o da azul ou, depois de passar estes (se conseguir) será o das sapatilhas florescentes, e assim até final.

Logo, as corridas de curta distância não me “agradam” muito, no sentido em que o ritmo é muito elevado, nada semelhante ao que estou habituado. Ontem terminei prova a tremer, e com uma sensação estranha nos brônquios!

Ainda assim, quando se quer treinar para uma maratona, penso que será muito útil integrar algumas provas deste tipo no plano, a fim de “dar o máximo” e aprender a conhecer e gerir alguns sinais que o corpo manifesta em situações de muito esforço.

A “equipa” presente foi a seguinte:

Paulo Amaro: 40m 52s – 151º Lugar da geral; ritmo de 4:05/km

Samuel Oliveira: 41m 17s – 158º Lugar da geral; ritmo de 4:08/km

Paulo Oliveira: 43m 19s – 208º Lugar da geral; ritmo de 4:20/km


Como nota curiosa e que me agradou bastante, havia a possibilidade de imprimir o nome na T-shirt do evento.

A própria t-shirt também não é feia de todo, apesar de ser “técnica” (leia-se ”de poliéster”, isto é um aparte pessoal, uma vez que já estou um pouco farto das t-shirts de poliéster manhoso tipo roly, makito e outras chinesices do género; já começo a ter saudades das belas t-shirts de algodão!).

Boas corridas!
A equipa na cidade de Pombal com o seu castelo altaneiro...
 
A bela selfie da praxe, na ponte velha de Pombal
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