terça-feira, 13 de outubro de 2015

Resumo de setembro


Aproximam-se duas das provas principais da minha época desportiva., o Trail Serra da Lousã e a Maratona do Porto.

Ainda há a Meia-maratona da Nazaré, a que já não contava ir, visto calhar previsivelmente do dia da prova do Porto. Todavia, a data escolhida pela organização foi para o fim de semana seguinte, sendo assim possível ir às duas.

Desde a corrida dos moinhos de Penacova que os treinos têm sido virados exclusivamente para a estrada. Por variadas razões, faltaram quase sempre condições para treinar alguma coisa de jeito até meados de setembro, pelo que nesta altura há um claro défice de treinos longos e de endurance, para enfrentar a Maratona.

Já no próximo sábado há o Trail da Serra da Lousã, que com os seus 51km será requalificado como treino “tipo longão”!

Pode parecer alguma falta de respeito por uma prova de montanha com 51 km de distância e quase 3.000 m de desnível positivo! Pode parecer, mas não é. Mas de facto o espirito com que encaro os trails é completamente diferente das provas de estrada, e especialmente com a maratona.

Na maratona de estrada, devido ao esforço contínuo, chega-se a um ponto da mais completa exaustão; chega-se a um ponto em que começa tudo a colapsar, e se não há um treino de base a montante, arriscamo-nos mesmo a não conseguir terminar a prova!

Resumidamente, em setembro correu-se 194 km, divididos em 18 atividades. Dois treinos acima dos 20 km e um acima dos 30 km.  Dois ou três bi-diários ao sábado, em que saio de casa pela calada da madrugada para um treino matinal, e depois passo em casa para apanhar o filhote com a sua bicicleta e (tentar) acompanhá-lo mais 10 ou 12 km.

A meados do mês juntei-me à iniciativa “Missão24”, da minha cidade adotiva de Leiria, que se destinava à angariação de fundos para instituições de apoio a crianças em risco social, situação que começa a abundar no nosso país.

Esta iniciativa teve uma duração de 24 horas contínuas em que se podia correr, pedalar ou caminhar, tendo o conhecido atleta João Colaço levado à letra o desafio e assim, correu as 24 horas sem parar!
Tive o privilégio de o acompanhar na sua epopeia durante três horas e meia e 27 km .

As lesões “andam ao largo” e espero que por aí se mantenham longos tempos!

Bons treinos e boas corridas!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A tecnologia boost © nas bolachas não me convence…


Todos os anos por esta altura, deparo-me com um apetite acima do normal.
Pode haver vários motivos, mas de facto, se não tenho cuidado, acabo por ganhar uns quilitos  além do normal.

Para quem tem uma maratona de estrada a dois meses de distância, o aumento de peso é um problema muito sério!
A maratona é aquele tipo de prova em que o fator peso mais conta, na relação peso-força.

Portanto cada grama parece uma tonelada quando passamos além do quilómetro 35, ou por aí perto…
O aspeto mais difícil de controlar na alimentação não reside nas refeições propriamente ditas. Nesse campo, e desde que optei por levar o almoço de casa, o assunto está controlado, em quantidade e qualidade.

O pior é mesmo o lanchinho a meio da tarde!
Uma das medidas para tentar contornar a questão, é não ter nada de muito apetitoso à mão de semear.

Não pode haver na gaveta bolachinhas crocantes, biscoitos de manteiga, chocolatinhos, e por aí adiante.
A compra do lanche deve privilegiar o mais básico possível, tipo bolachas de água e sal, crackers, bolacha maria, de preferência de marca branca por serem menos apetitosas e fruta.

Haverá outras opções embora menos práticas para guardar na gaveta ou na mochila se for caso disso.
Há uns tempos, na perseguição da bolacha perfeita, aquela que não engorda e é saborosa , vi umas bolachas de arroz com a aparência da famosa tecnologia da sola boost da Adidas.

Flagship da Adidas em termos de sola. A tecnologia boost©

Resolvi comprar. Pareceu-me boa opção por ter um aspeto de sola patenteada…

Bolachas de arroz tipo "boost"
A primeira impressão é a de estar a comer esferovite com sabor a pipoca!
Não são más. Engordam pouco e ficam económicas.

De facto, ser tiver apenas estas bolachas na gaveta, elas duram e duram…
Há dias em que prefiro passar fome, a ter de as comer!

É por isso que digo que “A tecnologia boost nas bolachas não me convence…”, eh eh!
Ai Maratona, a quanto obrigas…

Bons treinos!

domingo, 13 de setembro de 2015

Longuinho de fim-de-semana



A Maratona do Porto aproxima-se rapidamente.
O plano de treinos tem sido um bocado ao sabor do vento; não tenho conseguido a regularidade ideal, nem tão pouco disponibilidade para treinos longos.

A última atividade com mais de vinte quilómetros já foi há mais de dois meses!
Para completar o ramalhete, tive uma semana com algumas dores lombares não sendo certo se estaria em condições de correr no fim de semana.

Acabou por correr bem, estando no sábado já em condições razoáveis para ir “fazer o gosto à sapatilha”.
Embora tenha ainda uma prova de trail (AX Trail K51) antes da Maratona do Porto, a prioridade absoluta é para o treino em estrada.

 A propósito deste assunto continuo a achar que a Maratona é o tipo de prova mais duro em que tenho participado.
Nos trails há sempre uma zona técnica onde se recupera a respiração, ou até, imagine-se, uma rampa para descansar subindo a caminhar!

Na Maratona só há uma zona técnica para descansar!
Chama-se Meta.

Até terminar, o corpo vai passando por diversas fases crescentes de cansaço, desgaste, exaustão, dor, chegando ao esgotamento no famoso “Muro” dos 33 Km, e daí até à meta será a vontade, a gana e a teimosia que nos farão alcançar o sucesso, o que para cada um será terminar dentro de um tempo minimamente consonante com o desempenho conseguido nos primeiros dois terços da prova.
Daí considerar, pela “vasta” experiência de quatro maratonas até à data, que é de facto a prova mais dura em que participo.

No sábado, fui treinar para a Ecopista de Porto de Mós que tem um piso e perfil de terreno com características muito boas para o tipo de treino pretendido.

Esta Ecopista é o aproveitamento de uma antiga linha de caminho-de-ferro desativada há mais de cinquenta anos, sendo por isso de desenho bastante retilíneo, obviamente com uma curva para inverter o sentido geográfico uma vez que o percurso sobe a Serra da Pevide desde a cota de 215 metros até aos 400 metros e tem um comprimento de cerca de oito quilómetros.
Portanto, é um treino de oito quilómetros em força e, oito quilómetros em velocidade.

Na fase de subida programei o “Parceiro Virtual” do Garmin 310xt para os 5 min/Km.
Início da Ecopista de Porto de Mós. Cota de 215 m 

Não consegui manter o ritmo, começando a perder terreno sensivelmente a meio da subida, e terminando com duzentos metros de desvantagem para o relógio.
Após dez minutos de descanso no lugar da Bezerra, términus da antiga linha de caminho-de-ferro, iniciei o regresso, com o Parceiro Virtual programado para 4:37 min/Km, ritmo que gostaria de conseguir na Maratona.

Como, para baixo era a descer (passe o pleonasmo J), consegui obviamente ganhar ao meu “parceiro”, mantendo um ritmo cerca de 4:20,4:30 min/Km.
Gostei bastante de treinar na Ecopista de Porto de Mós, voltarei com certeza.

Pelas suas características de piso, tem as vantagens do alcatrão no sentido que, permite-nos concentrar em absoluto no desenvolvimento da passada, sem preocupações de “escolher o chão onde pôr o pé”, e por outro lado, devido a ser um piso de terra batida, não há o impacto no “esqueleto” característico de pisos mais duros. Boas notícias para quem anda com dores nas costas J
Distância total do treino: 20,28 Km; ritmo médio de 4:51 min/Km.

Bons treinos e boa semana!
 

(Mais fotos em: https://www.facebook.com/#!/groups/1395921600698395/)