domingo, 22 de novembro de 2015

Meia Maratona da Nazaré - 2015


Meia Maratona da Nazaré

E já vão cinco na conta pessoal!

Foi nesta prova que me estreei na corrida, em 2011, e se já antes gostava desta simpática terra, ainda mais fiquei a gostar.

Esta prova calha uma semana após a Maratona do Porto, pelo que ambições de recordes pessoais estão definitivamente fora de questão.

Ainda para mais, o traçado da Nazaré não é definitivamente o ideal para tempos bons, devido à existência de algum desnível e por vezes de vento contra !

Este ano, já quase se tinha perdido a esperança de que se realizasse a Meia Maratona da Nazaré, uma vez que até muito tarde não havia qualquer informação na página oficial. O facto de a Maratona do Porto se ir realizar no segundo domingo de novembro, o dia tradicional da Meia da Nazaré, explicava parte do anúncio da data, mas também se percebia que existiam outros constrangimentos.

 Finalmente já em outubro, é anunciada a data da prova. Muitos atletas e clubes habituais já estão inscritos noutras provas para esse fim de semana, o que se virá a traduzir numa participação mais baixa do que em anos anteriores.

Bom, passando ao que interessa, o dia da prova amanheceu solarengo com promessa de algum calor.

Levantados os dorsais, há tempo mais do que suficiente para fazer um bom aquecimento na marginal da vila, onde gradualmente se ia juntando a pequena multidão de atletas e caminheiros.

Devido à recente maratona do Porto ainda bem presente no corpo, teria de gerir bem todos os aspetos começando pelo aquecimento. Sou daqueles que detesta aquecimentos e alongamentos, mas bem sei a falta que faz um aquecimento adequado.

Inicia-se a corrida às 11h00, estando por mero acaso posicionado numa zona bastante dianteira, o que não é habitual.

O ritmo começa forte, tendo os primeiros quilómetros sido feitos num ritmo de cerca de 4:15 min/km, o que para mim é quase voar!

O percurso da edição 2015 teve de sofrer algumas alterações devido à existência de obras na marginal, estendendo a primeira “viagem” até à rotunda do porto de abrigo, retornando então para dar a volta à vila, antes de sair novamente rumo à aldeia de Famalicão.

A corrida, ia “correndo” relativamente bem até chegar à ponte-viaduto, cerca do quilómetro 7.

Na subida para a ponte constato que as forças não estão a cem por cento (nem a 50, ou a 40, J). Baixo então o ritmo de forma brutal.

Na descida da ponte, não consigo recuperar o prejuízo, o que geralmente consigo fazer.

Daí até final o registo é sempre o mesmo, pernas pesadas, o cansaço a aumentar, vontade de parar, perder posições, etc..

Desde a altura da quebra que assumi como único objetivo chegar ao fim sem caminhar. O tempo será o que for. Mudo o ecrã do relógio para uma das combinações que tenho parametrizado, em que o enfoque é no ritmo cardíaco, na distância percorrida e no passo médio.

A distância marcada pelo relógio também não coincidia com os marcos colocados pela organização. A princípio não dei muita importância, uma vez que é normal haver uma margem de erro nos GPS’s.

No final, havia muita gente a reclamar da aparente distância excessiva. O meu relógio marcou 22,01 km.

Entretanto, nos dias seguintes, a organização veio admiti uma falha na medição deste novo percurso, tendo ficado com 750 metros a mais do que os habituais 21.097!

 É um tipo de situações de que ninguém gosta. Todavia, depois de todas as dificuldades que houve para por de pé esta edição da Meia Maratona da Nazaré, que se baseia sobretudo em trabalho voluntário da gente da terra, não me apetece sequer fazer qualquer comentário acerca deste assunto. Acredito que a organização já teve desgosto suficiente por ficar com esta mancha no currículo, e de futuro não deixará voltar a acontecer.

Espero sinceramente que esta prova se mantenha por muitos mais anos, continuando a ser um ícone do atletismo amador nacional.
Boas corridas!
Classificação da "Equipa"

Paulo Amaro, 84º da Geral

Paulo Oliveira, 200º da Geral


 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Maratona do Porto 2015


Corri no passado domingo dia 8 de novembro a Maratona do Porto pelo terceiro ano consecutivo .

Foi a 12ª edição desta prova.
Para o currículo pessoal é a quinta maratona.
Das cinco maratonas áté agora foi a, em que obtive a pior marca, ficando no entanto dentro dos limites previstos.
O relógio oficial marcou 3h26m32s (chip: 3h25m43s).

Como em todos os casos em que se repetem provas, há a natural tendência a fazer comparações com as edições anteriores, tanto nos aspetos pessoais, como em aspetos da própria prova e respetiva organização.
Mas é melhor ir por partes uma vez que a edição de 2015 teve alterações substanciais que desagradaram a muitos atletas. Eu próprio não vi com muito agrado algumas das alterações, nomeadamente o novo local da partida, “O Queimódromo”!

Assim, na perspetiva pessoal pareceu-me:
Pontos positivos:

·         Paisagem soberba, na zona da marginal, zona da ribeira, passagem da ponte D. Luís, zona ribeirinha de Gaia (mais pela paisagem do que pelo tipo de piso…), etc.

·         Bom apoio do público;

·         Diversas bandas atuando ao longo do percurso;

·         Existência de claques organizadas muito enérgicas com cartazes de incentivo e que “puxavam” muito pelos atletas;

·         Nome próprio no dorsal em vez do apelido como na edição de 2014. Este pormenor levou a que as frases de incentivo viessem mesmo direcionadas aos atletas, o que conta muito quando as forças começam a faltar, e diria até que é mesmo fundamental quando já não há mesmo reservas de energia nenhumas e ainda faltam uns quilómetros para terminar!

·         Bons abastecimentos, com água, gel e frutas;

·         “Decoração” do túnel da Ribeira com ecrãs passando a cena do filme “Chariots of Fire” em que os atletas correm à beira mar;

·         Proximidade do percurso (menos de 5 km) ao Estádio do Dragão

Pontos negativos (sob perspetiva pessoal apenas…)

·         Novo local de partida, pouco amigável, longe do centro, vastidão árida de alcatrão com uma organização do espaço pouco eficaz. Não gostei. Espero que no próximo ano, na impossibilidade de se voltar à rua Júlio Diniz, estudem melhor a gestão do espaço, de modo a ficar mais intuitivo e funcional para os atletas.

·         O novo traçado inicial da maratona é surreal, tantas são as inversões de marcha, retornos, incursões em “becos sem saída”, rampinhas e gincanas. Inacreditável.

·         Zona de banhos. Há apenas um chuveiro no balneário masculino do parque da cidade. É pouco, todavia é mais do que vi em 2014 na maratona de Lisboa, versão rock’n’roll.

·         Ausência da habitual garrafa de Vinho do Porto, edição especial para este evento.

·         Afastamento do percurso (mais de 1 km) ao Estádio do Dragão

Pontos, nem positivos nem negativos J

·         Tempo algo quente, mas ainda assim, melhor do que chuva;

·         Partes do percurso em paralelos (empedrado), o que poderia se resolvido se estendessem uma alcatifa na estrada, ou se, a maratona do Porto fosse noutra cidade, p.ex., em Londres ou Singapura!

Em termos pessoais, a prova correu relativamente bem, tendo conseguido gerir o esforço desde o início.
Todavia, a partir do quilómetro 31, baixei definitivamente o ritmo para os 5 min/km e até final não tive forças para voltar aos registos conseguidos nos quilómetros anteriores.

Não percebi bem o que se passou, não foi uma quebra brutal, mas simplesmente não conseguia correr mais depressa. Na altura associei o facto ao calor que se fazia sentir.
O colega de equipa Paulo Amaro, terminou com 3h33m26s (chip: 3h32m37s) pagando a fatura de um ritmo muito forte até aos 35 quilómetros.

Balanço geral da participação na Maratona do Porto ainda assim muito positivo.
Aguarda-se a abertura das inscrições para 2016 J

Até para o ano!
Classificação da "equipa"

Paulo Amaro

Paulo Oliveira

Visita à feira da maratona  no sábado






Excelente ideia da organização em colocar ecrãs com imagens motivadoras no túnel da Ribeira.

A grande senhora Aurora Cunha, grande dinamizadora e omnipresente em todos os locais deste evento.

Registos da minha prova

Comparativo das minhas participações na Maratona do Porto. Gráfico Ritmo-Distância


Comparativo das edições 2013, 2014 e 2015, por intervalos de 15 minutos. Em 2013 terminaram 2775 atletas, em 2014 terminaram 4044 e em 2015 terminaram 4402 atletas. Note-se que o aumento de participação fez deslocar a curva de 2015 para uma zona mais lenta, ou seja, a maioria dos participantes demora cerca de meia hora a mais do que a maioria em 2013 e 2014. É apenas um dado estatístico, pessoalmente considero positivo o aumento de participação em detrimento dos tempos.










quarta-feira, 28 de outubro de 2015

AX Trail, Trail Serra da Lousã


As três provas do evento. Foto de: FotosdoZé
Pela segunda vez em 2015 meti os pés a caminho de Miranda do Corvo para correr na Serra da Lousã.
A primeira tinha sido em janeiro para os Trilhos dos Abutres.

Na mesma serra, mas iniciando na cidade da Lousã, houve ainda um treino e a prova LouzanTrail
Agora no AX Trail, Trail Serra da Lousã, voltámos a percorrer parte destes trilhos, prova esta que, na edição de 2014 teve o seu início e términus em Castanheira de Pera.

Iniciando-se a prova em Miranda do Corvo, era certo e sabido que iríamos levar com uma boa dose de trilhos sinuosos, subindo a serra junto a ribeiras e cursos de água.
De facto assim foi!

De início, quando as forças ainda estavam presentes, até que foi divertido. Na parte final entanto custou bastante, tendo sido ultrapassado por “n” atletas, e até por um grupo de idosos de um lar das redondezas, com os seus andarilhos!
Na verdade a parte dos idosos é um exagero, mas perdi bem à vontade umas 20 ou 30 posições desde o último abastecimento por culpa da minha falta de habilidade e destreza em terrenos técnicos.

Partida. Miranda do Corvo, 8h30. Foto da organização
 Resumidamente, a prova iniciou-se por trilhos que me pareceram ser os da parte final dos Abutres 2015; garantidamente passámos junto à casa onde estava o último abastecimento daquela prova, no lugar de Espinho.
Depois iniciou-se a subida à deslumbrante aldeia serrana de Gondramaz, que só por si, já justificaria a viagem!

Paulo Amaro, 27º da geral em 313 classificados
Em Gondramaz situou-se o primeiro abastecimento.
No que respeita aos abastecimentos, há a referir os achei bem melhores do que na edição do ano passado.

Abastecimentos muito bons mesmo, pode-se dizer que foram “cinco estrelas”!!
De Gondramaz desceu-se qualquer coisa e a seguir subiu-se até uma cota de 800 metros, antes de descer para a Lousã.

O percurso continuava a alternar entre trilhos técnicos, “trilhos abútricos” e de vez em quando surgiam uns estradões onde dava para correr, assim houvessem pernas e pulmões para isso.
Novo abastecimento na Lousã.

Desta vez um abastecimento de luxo, no Meliá Hotel J
Após o abastecimento saímos da Lousã e regressámos à serra, tomando o caminho junto à fábrica de papel do Prado (por onde se passou no último Louzã Trail ).

Começa então a subida rumo à zona do castelo da Lousã.
Passamos junto ao excelente restaurante “O Burgo” mas não paramos. O nosso abastecimento fica cinco quilómetros mais além, na aldeia do Talasnal         .
Paulo Oliveira, 142º da geral

Entretanto começa a chover.
Ainda resisto algum tempo a vestir o impermeável, mas passado algum tempo não tenho outro remédio.

Começa então a parte surreal da prova.
A chuva, e sobretudo o vento, atingem intensidades alucinantes!

Nas zonas mais altas da serra as rajadas de vento atiram-nos literalmente para o lado.
Chego a pensar que a prova pode ser cancelada.

Por outro lado, estando toda a gente na serra, o cancelamento da prova poucos efeitos práticos iria ter.
De qualquer maneira lá continuamos. Também não há opção!

Passado algum tempo inicia-se a descida por uma encosta mais abrigada onde não se nota tanto a força do vento.
Por fim chegamos ao último abastecimento, com cerca de 43 quilómetros.

Até este ponto estava a adorar a prova, apesar da dureza do perfil de terreno, da chuva e do vento.
Tinha uma falsa expetativa de que o pior já tinha passado e que a partir de agora” iam ser só mais” 8 ou 9 quilómetros. Puro engano!

Logo após o abastecimento, amarinhamos por uma rampa a pique, seguida de “trilhos abútricos” até fartar.
Todo o cuidado é pouco. O terreno é escorregadio e super perigoso.

O cansaço torna os reflexos mais lentos, piorando a situação.
Obviamente que uma boa parte dos atletas dos trilhos “chamam um figo” a este tipo de terreno, e então, vá de me ultrapassar!

Finalmente na meta, após 8h12m!
Finalmente, ao fim de 8 horas e 12 minutos lá consigo terminar a prova, com uma barrigada de trilhos e feliz por ter chegado ao final numa só peça!
O colega de equipa, Paulo Amaro está la na zona da meta à minha espera para ir almoçar, já de banho tomado e roupa limpa. Enfim, gosta de passar fome! É a vida… J

O Trail Serra da Lousã foi ganho por David Quelhas, com 5h23m, tendo-se classificado 313 atletas.
A distância totalizada no relógio foi de 51,96 Km, com um ganho de elevação de 2.518 m.

A classificação da equipa foi a seguinte:

·         Paulo Amaro, 27º lugar da geral, com 6h40m

·         Paulo Oliveira, 142º lugar da geral, com 8h12m

 Boas corridas!