segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Corrida do Bodo 2016 - Pombal


Em tempos, esta corrida englobada nas festas da cidade de Pombal teve o formato de meia maratona. Com o passar dos anos redesenhou-se para uma versão de dez quilómetros estando atualmente bem consolidada no calendário, sobretudo na zona centro do país.
A corrida é constituída por um circuito urbano de três voltas, o que significa que há sempre contacto com o público.
De facto, quando se idealiza uma prova no contexto de uma cidade pequena é importante não embarcar na ambição de distâncias superiores que, invariavelmente obrigam a levar corrida para  estradas marginais"áridas", desprovidas de qualquer beleza e com o único objetivo de somar distância.
Participei nesta prova pela primeira vez na edição do ano passado tendo ficado absolutamente fã!
A distância de dez quilómetros não é propriamente onde me dou melhor, uma vez que, velocidade nunca foi o meu forte. Por outro lado, o facto de o percurso ser ligeiramente a subir num dos sentidos causa- me sempre alguma dificuldade, com perda de tempo que não consigo recuperar totalmente na fase da descida.
Quanto aos aspetos positivos destaco o facto de ser um percurso de três voltas o que permite gerir o esforço de forma muito rigorosa e saber quando "atacar" dando tudo o que (ainda) temos!
Nesta edição perdi alguns segundos relativamente a 2015, fixando o tempo em 44:00 (mm:ss).
Mais uma vez, senti grandes dificuldades até metade da prova, e quando comecei a entrar no ritmo, acabou-se a "brincadeira"! Ora bolas...
Como nota de rodapé continuo a achar algo ridículo o facto de muitos atletas quererem partir de posições mais dianteiras do que efetivamente correm, obrigando quem vem de trás ir sempre a ultrapassar aos zig-zagues. Esta prova tem zonas de partida marcadas para os tempos previstos de chegada, cabendo a cada atleta a opção de escolher em consciência a sua posição natural na linha de partida. Mas enfim, alguns lá julgam que os primeiros 300 metros são os que realmente importam... Nada de novo também...
Em conclusão, uma belíssima prova a não perder, bem organizada, muito público na estrada e um ambiente de alegria generalizado uma vez que decorrem as festas da cidade!
Boas corridas e boas férias se for o caso!

















sexta-feira, 24 de junho de 2016

Jogos ferroviários 2016


18 de Junho, Montemor-o-Velho, Centro de alto rendimento de Remo e Canoagem.
Pela segunda vez aceitei com enorme prazer o convite para representar a equipa do BTTrain na corrida dos jogos ferroviários.
A equipa BTTrain presente na corrida

A corrida teve a distância de 9.800 metros, consistindo em duas voltas à pista de remo do centro de alto rendimento de Montemor-o-Velho.
Estiveram representados os clubes de Campanhã, BTTrain (de Coimbra), Vendas Novas e Barreiro.
O Garmin a marcar 9,88 km em 42m56s, tendo fica do em 18º lugar (não confirmado uma vez que ainda não foi divulgada a classificação geral)
Excelente ambiente de camaradagem, com uma corrida muito disputada e uma grande almoçarada no final.

Venham os próximos jogos ferroviários!
Pista de remo de Montemor-o-Velho

Pista de remo de Montemor-o-Velho


O Pódio masculino

O Pódio feminino
Pódio por equipas, o BTTrain em segundo lugar


10ª Meia Maratona da Figueira da Foz

A cidade da Figueira da Foz teve no dia 12 de junho a sua 10ª edição da meia maratona.
Para a minha conta pessoal já lá vão quatro participações que deixam sempre boas recordações, principalmente pela cidade nem sempre pela prova propriamente dita.
Em 2016 pelo contrário, decorrente talvez de uma aprendizagem por parte da organização do Atletas.net com os erros de anos anteriores, a prova esteve praticamente perfeita.
O percurso atual pode não ser o melhor para conseguir recordes pessoais como p.ex. a meia maratona da ponte 25 de abril, mas ainda assim é plano q.b. e caso não calhe num dia ventoso será bem mais "amigável" do que a meia da Nazaré por exemplo.
Além disso, em termos pessoais, a Figueira da Foz tem um significado muito especial visto ter sido a minha residência oficial durante dez anos, sendo as memórias mais importantes associadas ao descanso, lazer e marcos fundamentais de vida como o início da vida de casado e o nascimento do meu filho. O lado chato do trabalho por outro lado estava associado a Coimbra nos primeiros anos e a Lisboa depois.
Voltando à prova, esta teve o seu início no forte de Sta. Catarina como habitualmente, seguindo na direção da Estacão de Caminhos de Ferro, efetuando o primeiro retorno numa rotunda de acesso à autoestrada A14.

Regressa-se à cidade.
Corre-se fácil até ao jardim central. Vira-se à direita rumo ao parque das Abadias.
Passa-se junto ao edifício do tribunal onde funciona o cartório onde casei e "registei" o meu filho.
Sobe-se o parque das Abadias, com os seus longos 2km.
Novo retorno no parque de campismo e desce-se pelo mesmo caminho.
Tenta recuperar-se um pouco do que se perdeu na subida, embora esta luta seja sempre inglória, isto é, o desgaste e tempo perdidos na subida nunca se conseguem recuperar por completo na fase da descida!
Voilá! De novo na zona baixa junto à foz do Mondego, segue-se agora para a marginal rumo a Buarcos.
Em Buarcos faz-se uma incursão na variante do centro de saúde, apenas para somar distância e retorna-se à marginal.
Agora sim, entramos na fase final da corrida!
Falta apenas ir à fábrica de cimento do Cabo Mondego e regressar à Figueira a toda a velocidade. São sete quilómetros mais qualquer coisa.
Das experiências anteriores sei que pode-se “dar tudo” nesta fase da corrida.
Na reta final para a meta (foto by João Teixeira)

A seguir ao retorno da fábrica do cimento faço das tripas coração e imponho-me um ritmo mais elevado até à meta.
Termino a corrida com 1h37m43s.
Não foi um tempo brilhante é certo! Há três anos tinha feito nesta prova quatro minutos menos …
Ainda assim dei-me por muito satisfeito tal foi o esforço que esta prova me exigiu desde início. Lembro-me que aos cinco quilómetros já ia com a sensação clara de esgotamento.
Desde os cinco quilómetros até ao retorno do Cabo Mondego, corri mais com as “ganas” do que com os músculos. Curiosamente após esse retorno, aos 16k senti-me estranhamente leve, correndo com facilidade e com um bom ritmo!
Chegada à meta (foto: Atletas.net)

Balanço final muito positivo. A organização aprendeu com os erros das edições anteriores, apresentando agora com gala e circunstância uma meia maratona com 21.097 metros, facto que em duas das minhas quatro participações não se verificou!
Assim é bom regressar à Figueira da Foz!

Boas corridas!
Mais um diploma obtido ao domingo :)