quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

X-MAS Night Trail Leiria 2016

Podia chamar-se Trilhos Noturnos de Natal, Leiria, 2016, mas não…
Por mim está bem de qualquer maneira, até podia ser “מסילות המולד לילה”!
Uma corrida à porta de casa é sempre de equacionar.
Convencida a restante vasta equipa para vir a Leiria, estavam reunidas as condições para a festa.
Como festa leia-se, “correr debaixo de chuva, sem luz, em trilhos difíceis, por vezes cheios de barro, daquele que se agarra às sapatilhas e vai formando uma bola em cada pé…”, enfim, há por aqui muitos candidatos ao Sobral Cid (private joke coimbrã, pode ser entendida em Lisboa substituindo Sobral Cid por Júlio de Matos J).
Assim lá fui eu para uma corrida que alia várias das minhas principais “skills” trailistas: trilhos técnicos às escuras!
Temos de ser duros!
Resultados da equipa:
Paulo Amaro - 34º
Paulo Oliveira – 64º, em 79 atletas chegados à meta.


Boas festas e boas corridas!
The Team


Paulo Amaro - 34º

Paulo Oliveira – 64º
  
Boas Festas!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

42ª Meia Maratona da Nazaré 2016

Como manda a tradição, passado uma semana da Maratona do Porto, rumei à Nazaré para correr a Meia Maratona popular mais antiga do país.

Este ano um pouco limitado fisicamente, embora com muita vontade de correr, acabei por chegar à meta com um tempo bastante razoável.

Na edição deste ano regressou-se ao percurso tradicional, visto no ano passado ter havido algumas alterações devido a obras na marginal.

Mais uma vez constata-se uma diminuição de participação relativamente ao ano anterior, tendo-se ficado este ano pelos 633 atletas finalistas na prova.

Há vários factores que contribuem para esta quebra de participação:
  •        Proliferação de provas de corrida, estrada e trilhos, por todo o lado. Torna-se difícil optar devido à oferta abundante;
  •         Divulgação deficiente e tardia. De facto é um aspecto a ser trabalhado pela Organização, visto que a divulgação pelos meios tradicionais e pelas redes sociais é um factor decisivo;
  •        Prova pouco (ou nada) propícia a bater recordes pessoais. É um aspecto que para muita gente não terá importância mas para quem queira ter um bom tempo à meia maratona no currículo, não será com certeza na Nazaré que o conseguirá! O percurso tem algum desnível e não é de descurar a possibilidade de ventos mais ou menos fortes.
  •       E depois há um outro aspecto (que talvez só exista na minha cabeça…) que é o facto de estar ou não na moda. Aí a Nazaré perde contra as grandes organizações de Lisboa e Porto associadas a marcas ou empresas especializadas, que juntam milhares de pessoas em que a maioria não corre nada e vai mais numa de evento social e para mostrar vestuário, calçado e gadgets de topo de gama. A Meia da Nazaré ainda é um resquício do PREC onde qualquer pelintra com duas pernas pode participar, sem ficar envergonhado por não gastar uma pipa de massa em “cenas”.

Mas enfim, é a minha leitura, que começo a ficar um pouco velho e azedo 😃😃😃

Para concluir, foi a 6ª participação nesta prova esperando poder participar pelo menos, mais umas 60 vezes 😃.

Boa semana e boas corridas! 



Paulo Amaro - 1:34:18 (tempo líquido)

Paulo Oliveira - 1:37:07 (tempo líquido)
Evolução de participantes desde 2011


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Maratona do Porto 2016

Correu-se no passado domingo mais uma Maratona do Porto.
Foi a sua 13ª edição e a minha 4ª participação.

Este ano, a minha presença na prova esteve por um triz, devido a uma crise aguda de lombalgia uma semana e meia antes da prova.

Assim, com muitos Brufen 600, Voltaren e um anti-inflamatório “potente” que restava de uma receita anterior, a situação foi melhorando, de modo que decidi arriscar a partida para esta Maratona.
É um bocado inglório ter este tipo de condicionantes, que nada têm que ver com a prática do desporto mas que podem condicionar em absoluto a participação numa prova, tipo “objetivo do ano”, como era para mim esta Maratona do Porto!
Como é natural, logo se esfumaram-se os objetivos do costume que seria ficar abaixo das 3h30m. Nestas condições, conseguir chegar ao fim era o único objetivo.

Assim, iniciei a prova “de pantufas”, atento aos sinais do corpo, “correndo a um ritmo que, quase dava para contemplar a relva a crescer :)
Com o passar do tempo, na ausência de qualquer dor aguda, comecei a ganhar confiança e a partir do 4º ou 5º quilómetro já entrava no meu ritmo normal.

O dia esteve excelente para correr, com sol e temperatura fresca (às vezes até com um friozito ventoso…), sendo no entanto infinitamente melhor do que o calor que se fez sentir na edição do ano passado.

O percurso este ano teve poucas diferenças relativamente ao do ano anterior, mantendo-se o início e fim no recinto do Queimódromo, no Parque da Cidade.
Pessoalmente preferia a versão até 2014, com início junto ao Palácio de Cristal e descida da Avenida da Boavista, o que ajudava bastante na fase inicial. 

O percurso deste ano teve quatro pontos de retorno, o que se presta às mais variadas "gracinhas"(por exemplo, uma atleta que seguia à minha frente em Gaia, já depois do “tapete” da meia-maratona resolveu dar meia volta numa rotunda e assim ganhou uns bons 3 ou 4 quilómetros, uma vez que não foi ao ponto de retorno oficial!!).
Tem-se falado muito neste tema, e é unânime que a colocação de tapetes de controlo nos pontos de retorno resolveria o problema dos “atalhanços”.
Por outro lado, a Organização ver-se-ia obrigada a desclassificar os “prevaricadores” correndo o risco de não bater o recorde de participações, objetivo que vai alimentando alguma rivalidade entre as Maratonas do Porto e de Lisboa! A política de ambas as organizações tem sido: Quantos mais finishers melhor :).

Outro aspeto que nunca me agrada muito é o empedrado irregular em algumas zonas que, obriga os atletas a desviar-se para os passeios. De facto constatei mais uma vez que em algumas zonas em Gaia não seguia literalmente ninguém pela estrada, mas sim TODOS os atletas corriam pelos passeios, o que, segundo o artigo 14 do Regulamento constitui uma infração (embora não especifique qual a penalidade...)!

Ainda assim, das seis Maratonas concluídas até à data, Lisboa 2012 e 2014 e, Porto 2013, 2014, 2015 e 2016, é claramente a do Porto a de que mais gosto. Pela prova em si, pelo percurso variado que ajuda  a distrair do cansaço, mas também pela paisagem da cidade, pela vista sinuosa do Rio Douro, pelo avistamento das pontes ao dobrar as curvas do rio assemelhando-se ao ritual do desfolhar um livro de gravuras, pelo atravessamento da Ponte D. Luís e muito mais!

Tempo final de 03:35:02 (chip), que, apesar de ser o meu pior tempo na Maratona, foi melhor do que ter de desistir a meio da prova, algo que era efetivamente um cenário muito provável!

O colega de equipa Paulo Amaro conseguiu fazer um tempo dentro do esperado, 03:17:15 (chip) salvando assim a honra da equipa!


Boas corridas e esperemos que abram inscrições em dezembro a preço reduzido!!


Gráfico de tempos Minutos por Km

Tabela da prova
(des-) Evolução anual dos resultados pessoais na Maratona do Porto