Várias efemérides se assinalam neste mês de Abril. Para o
país em geral o dia 25 de Abril é a data mais importante, tendo-se completado agora
quarenta anos desde a revolução que derrubou a ditadura e abriu caminho à
democracia.
No meu universo pessoal a data de 25 de Abril tem ainda um
significado mais importante, acerca do qual escrevi aqui no ano passado.Outra data importante mas, pela tristeza e vergonha que tem associada é a de 19 de Abril. Neste dia do ano de 1506 iniciou-se um massacre de Judeus e Cristãos-novos em Lisboa, instigado pelos frades Dominicanos, e que ao fim de três dias, tinha feito cerca de duas mil vítimas, entre homens mulheres e crianças. Este capítulo negro da nossa história não difere muito do terror nazi que todos condenamos sem hesitar, mas curiosamente tem sido escondido dos manuais escolares e de quase todos os livros de História de Portugal (com algumas excepções de Damião de Góis e Alexandre Herculano).
No que respeita às corridas foi um mês “mais-ou-menos”. Com
158 quilómetros de treinos, 16 sessões, passadeira e estrada.
Talvez ainda durante o mês de Maio recomece a olhar para os
calendários de provas para fazer qualquer coisa “oficial”.
Honestamente, também não tenho sentido muito a ausência das provas. A pressão da logística da participação em provas não me faz grande
falta nesta fase da vida!
Assim, os treinos desenrolam-se ao ritmo que calha, bastante
agradáveis e descontraídos!
Há um pormenor “técnico” que gostaria de partilhar,
sobretudo com os proprietários de Garmins. O meu relógio (Forerunner 305) teve
uma crise na medição de pulsação, tendo estado quase um mês sem dar sinal de
vida no monitor de ritmo cardíaco. Pode-se dizer que, antes ele do que eu.
Todavia, quando se fazem treinos de duas a três horas, a solo, existe alguma propensão ao aborrecimento e ao tédio, até
porque, nas zonas onde costumo andar ultimamente abundam rectas de vários quilómetros.
Assim voltei a explorar o manual do relógio para ver as suas funcionalidades.
Comecei a usar uma opção muito interessante em que
parametrizamos uma espécie de treino de séries. No caso actual serve apenas
para indicar quando devo correr mais rápido e quando devo correr mais devagar. Geralmente
parametrizo para correr rápido durante 200m ou 300m e rolar 800m ou 700m,
conforme os casos.
Outra ferramenta muito interessante do Garmin é o chamado “Virtual
Partner”. Neste caso estabelecemos um ritmo objectivo e uma distância, e depois
o relógio compete connosco, indicando a todo o momento “quem” vai na frente e,
a que distância. É um conceito semelhante aos “Balões” dos tempos nas maratonas.
Por último, The last
but not the least, o atleta do
PelaEstradaFora, Paulo Amaro, teve uma excelente prestação no Trilho dos
Gatos em Montemor-o-Velho, obtendo um 22º lugar da geral. Parabéns! Está no bom
caminho. A SAD já equaciona rever-lhe o salário, assim a economia do país o
permita J
(0x0=?)
Fiquem bem e boas corridas em Maio!
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Estrada florestal entre a praia da Tocha e a praia de Mira. Bom local para treinar o desgaste psicológico provocado pelas rectas intermináveis. |
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Campos do Rio Liz. Outra zona habitual de treino-passeio |
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Também aderi à moda dos Selfies (ainda assim gosto mais de Shellfish :)) |
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Leiria - Igreja da Sra da Encarnação. Situa-se num cabeço da cidade, acessível por uma longa escadaria em pedra. Bom local para treinar fortalecimento muscular! |
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Leiria - Vista do castelo |
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Uma pérola do nosso país. Não resisti a parar o treino para tirar uma foto. Flores, morangos e "cereijas". |
A foto anterior fez-me recordar uma visita em 2003 a Drumnadrochit, Loch Ness, Inverness, Escócia. Não sei quem copiou quem..eh eh!. |