Este ano um pouco limitado fisicamente, embora com muita
vontade de correr, acabei por chegar à meta com um tempo bastante razoável.
Na edição deste ano regressou-se ao percurso tradicional,
visto no ano passado ter havido algumas alterações devido a obras na marginal.
Mais uma vez constata-se uma diminuição de participação
relativamente ao ano anterior, tendo-se ficado este ano pelos 633 atletas finalistas na prova.
Há vários factores que contribuem para esta quebra de
participação:
- Proliferação de provas de corrida, estrada e trilhos, por todo o lado. Torna-se difícil optar devido à oferta abundante;
- Divulgação deficiente e tardia. De facto é um aspecto a ser trabalhado pela Organização, visto que a divulgação pelos meios tradicionais e pelas redes sociais é um factor decisivo;
- Prova pouco (ou nada) propícia a bater recordes pessoais. É um aspecto que para muita gente não terá importância mas para quem queira ter um bom tempo à meia maratona no currículo, não será com certeza na Nazaré que o conseguirá! O percurso tem algum desnível e não é de descurar a possibilidade de ventos mais ou menos fortes.
- E depois há um outro aspecto (que talvez só exista na minha cabeça…) que é o facto de estar ou não na moda. Aí a Nazaré perde contra as grandes organizações de Lisboa e Porto associadas a marcas ou empresas especializadas, que juntam milhares de pessoas em que a maioria não corre nada e vai mais numa de evento social e para mostrar vestuário, calçado e gadgets de topo de gama. A Meia da Nazaré ainda é um resquício do PREC onde qualquer pelintra com duas pernas pode participar, sem ficar envergonhado por não gastar uma pipa de massa em “cenas”.
Mas enfim, é a minha leitura, que começo a ficar um pouco velho
e azedo 😃😃😃
Para concluir, foi a 6ª participação nesta prova
esperando poder participar pelo menos, mais umas 60 vezes 😃.
Boa semana e boas corridas!
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Paulo Amaro - 1:34:18 (tempo líquido) |
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Paulo Oliveira - 1:37:07 (tempo líquido) |
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