sábado, 20 de outubro de 2018

Meia Maratona de Lisboa


A minha participação na Meia maratona de Lisboa aconteceu por acaso!
Tinha corrido a Meia Maratona de Leiria na semana anterior e obviamente não estava a planear meter-me noutra tão cedo, até porque o objetivo principal da temporada é no dia 4 de Novembro, a Maratona do Porto,.
Porém um alinhamento dos astros fez com que decidisse vir à meia maratona de Lisboa.
Tudo começou com um colega que tinha um dorsal mas não podia ir, depois era outro colega que estava “apalavrado” para ir em seu lugar mas à última da hora também não pôde, ficando assim um dorsal para a meia maratona sem ninguém para o levar.
Resolvi então eu aproveitar a oportunidade e fazer um treino longo na meia maratona de Lisboa, mentalizando-me que deveria de rolar em ritmo baixo a fim de não hipotecar o objetivo do próximo mês.
Devido ao furacão “Leslie” anunciado para a noite anterior à prova, o local da partida foi alterado da Ponte Vasco da Gama para o IC2 na zona da Bobadela, e também, atrasada a partida em uma hora.
Aguardando os autocarros que levariam os atletas à zona da partida
Esta alteração do local e da hora motivou muito transtorno aos atletas devido à longa espera que houve que fazer no viaduto da IC2, bem como a ausência de casas de banho.
No meu caso estive cerca de duas horas e meia à espera do início da prova.
No tabuleiro da IC2 na zona da Bobadela, aguardando a partida
Como consequência desta longa espera sem acesso a WC’s, muitos atletas tiveram de efetuar uma paragem técnica em local adequado (leia-se: uns arbustos…), durante a parte inicial da corrida, embora para as senhoras a logística destas coisas seria bastante mais difícil.
Outro ponto que ouvi muitos participantes queixarem-se foi do facto de não haver a possibilidade de depositar um saco de roupa para vestir à chegada tal como se faz na maratona. Curiosamente eram todos estrangeiros; nas duas horas e meia que estive à espera do início da corrida fui cavaqueando com vizinhos polacos, italianos, nórdicos, de países de leste, brasileiros e outros países não identificados, não havendo praticamente portugueses no circulo onde chegava a nossa conversa.
Com exceção destes contratempos pode dizer-se que a prova foi de excelente nível.
As minhas intenções de correr de forma contida também duraram apenas os primeiros metros, tendo acabado por fazer uma prova como habitualmente e sem qualquer economia de esforço.
Mostrando orgulhosamente a medalha (ao contrário ☺ !! )
Fica um registo de 1h38m08 de tempo de “chip”.

Boas corridas!

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Meia Maratona de Leiria




A Meia Maratona de Leiria tem-se efetuado de forma intermitente desde 1991, tendo-se efetuado apenas 4 ou 5 edições ao longo deste tempo.
É curioso que numa cidade como Leiria em que há muitos praticantes de corrida, a organização de uma meia maratona tem vindo  ser tão difícil. Não tem explicação até porque outras provas de distância mais curtas ou provas de trilhos, há-as às dezenas nesta mesma região!
Considerandos à parte, interessa agora é falar da edição de 2018 da Meia Maratona de Leiria! 
O traçado da prova foi desenhado ao longo da bacia do Rio Liz obtendo-se deste modo um prova quase absolutamente plana, o que, favorece bons (baixos) tempos de prova. O dia esteve fresco, o que também é bom para a corrida. Em termos gerais também não houve nada a apontar à vertente técnica da prova.
Com o atleta Miguel antes da partida
Às 10h00 dá-se a partida das provas de 21k e 10k (meia hora antes tinham havido competições infantis) e toma-se o caminho do estádio de Leiria. 
A passagem pelo estádio é o ponto alto da prova, tal o impacto visual e envolvente de sensações que se sentem ao passar por tamanha estrutura. Pena é, mas isso são outros quinhentos, que uma infra estrutura desta dimensão esteja tão pouco rentabilizada.
Ultrapassado o estádio segue-se rumo à Estação de Caminhos de ferro onde se dá o primeiro retorno da prova. 
Apenas uma referência à estação de Leiria; esta situa-se a cerca de 4 km da cidade, embora com o crescimento desta, esteja atualmente já em zona urbana. Tal distanciamento bem como decisões centrais irracionais provocaram ao longo dos anos um total divórcio entre a cidade e a ferrovia. São agora recorrentes as notícias do possível encerramento da Linha do Oeste, a linha que passa em Leiria!
Bom, retornando à prova, segue-se agora novamente para a cidade que se atravessa em toda a extensão seguindo se em direção à localidade das Cortes por uma estrada da várzea do Rio Liz.
Um pouco após as Cortes inverte se novamente o sentido da marcha rumo a Leiria e à meta.
Gostaria de fazer também referência ao estado do piso das estradas por onde passou a prova, que, à exceção de algum empedrado na zona antiga da cidade, apresenta-se em boas condições para a prática da corrida. Pode parecer um tema menor mas o tipo e estado do pavimento faz muita diferença para a obtenção de bons tempos e também para o conforto dos atletas. Note-se por exemplo o caso de sucesso da Maratona de Berlim em que houve o cuidado das autoridades locais de pavimentar de forma irrepreensível todas as vias por onde passa a prova.
Quem por outro lado já correu a Maratona do Porto sabe bem o que custa correr no empedrado irregular de Gaia!
Voltando novamente a Leiria, surpreendeu-me a quantidade de participantes, visto que poucos dias antes da prova haviam apenas "meia dúzia de gatos pingados" inscritos.
Surpreendeu também que a grande parte dos atletas tenha vindo de fora de Leiria, percebendo - se a ausência dos grandes clubes de atletismo da cidade que estranhamente não aderiram ao evento...
Por último, uma referência à empresa que organizou a prova, o Atletas.net, que continua a demonstrar ter muito espaço para melhoria sobretudo ao nível da comunicação. A divulgação da prova foi paupérrima. A divulgação dos resultados não ocorreu como estava previsto no regulamento, nomeadamente através de SMS para os atletas logo após a conclusão e a divulgação dos resultados num breve espaço de tempo. 
Na realidade não enviaram SMS e os resultados foram divulgados apenas no dia seguinte. 
As questões colocadas na página do evento ficam também sistematicamente por responder, demonstrando alguma falta de respeito pelos atletas. 
A empresa Atletas.net tem vindo a melhorar, todavia, no aspeto técnico, já não caindo em erros crassos de medições, como já apanhei por duas vezes com meias maratonas de 22 km na Figueira da foz, organizadas por esta empresa.
Resumindo, a Meia Maratona de Leiria tem todas as condições para ser uma prova de referência devido à planura do seu traçado, a cidade é jovem e tem muitos praticantes de corrida, e se tiver uma organização à altura, será uma opção a ter em conta.

Boas corridas!

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

1º Trail Freguesia de Arazede - Trilho do Morango



A Freguesia de Arazede situa-se no Concelho de Montemor-o-Velho, Distrito de Coimbra.
A zona de Arazede está na transição dos terrenos férteis do Baixo-Mondego para uma área arenosa e mais pobre em recursos naturais que se estende até à zona de Aveiro, conhecida por Gândara.
Arazede é agora uma pequena vila, quase absolutamente rural, envelhecida e com muitos problemas em fixar as gerações mais jovens, que invariavelmente têm de sair para outras bandas a fim de seguir o rasto do trabalho.
A maioria sai para estudar, Coimbra está uns escassos vinte e poucos quilómetros, acabando por se fixar por aí.
Conheço bem a zona uma vez que a minha família é oriunda desta mesma freguesia.

Cruzeiro situado no lugar de Vila Franca de Arazede.
Memória de famílias antigas de Arazede no século 17

Recebo com agrado a notícia de uma nova corrida de trail em Arazede, chamada de, o “Trilho do Morango”.
Ao que parece a produção de morangos é agora uma das mais importantes indústrias agrícolas de Arazede.
O “Trilho do Morango” irá passar por alguns desses “morangais” imensos.
 Convocados para esta aventura, estivemos presentes quatro elementos da “equipa”, não necessariamente da mesma equipa 😊, eu Paulo Oliveira, o meu irmão João Pedro, o Miguel e o Paulo Amaro, que, por lesão de última hora foi apenas apoiar os corredores e tirar fotografias.
Miguel, Paulo Oliveira e João Pedro

JP, Paulo Amaro e Miguel

A prova principal rondava os 19 quilómetros, sem desnível assinalável, tendo a principal dificuldade a progressão em caminhos de areia solta, muito frequentes na Gândara.
Por acaso, o significado da palavra “Gândara” é esse mesmo: zona arenosa!
O que mais me surpreendeu foi a qualidade dos atletas que afluiram esta prova. Estiveram algumas equipas dos arredores de Coimbra que ”limparam” quase literalmente os lugares de topo.
Salvou a honra da casa o JP que conseguiu um 14º lugar da geral e 3º de escalão M40 (escalão onde tinha entrado no mês anterior 😊 ).
Pódio M40
JP em altas!

JP - 3ºclassificado M40
 Resumo da equipa:
João Pedro – 14º da geral, 3º de escalão M40
Paulo Oliveira – 49º da geral, 7º de escalão M50
Miguel   – 83º da geral, 10º de escalão M45
Paulo Amaro – DNS

Boas corridas!