domingo, 18 de novembro de 2018

Meia Maratona da Nazaré 2018


Tal como manda a tradição, rumou-se à Nazaré no segundo fim de semana de novembro a fim de correr a Meia Maratona popular mais antiga do país.

João Pedro - 10Km, Tempo Chip 00:39:38
O facto de ter as pernas moídas da Maratona do Porto no fim de semana anterior não foi razão para faltar a esta festa, que pessoalmente encaro sem qualquer objetivo de tempos ou outra qualquer conquista desportiva.
Paulo Amaro - Meia Maratona, Tempo Chip 01:30:06
Foi a minha 8ª participação na prova, o que confere um sentimento de familiaridade com todo o ambiente do evento, as ruas, o café onde tomamos a bica habitual, a vista da praia e do morro do Sítio,….
O conhecimento perfeito do percurso que nos espera deixa-nos algum conforto mesmo sabendo da dificuldade das subidas e da monotonia da ida à localidade de Famalicão onde se inverte o sentido da marcha e se dá o retorno rumo à meta na Nazaré.
Paulo Oliveira - Meia Maratona, Tempo Chip 01:35:24

Minutos antes do início da prova cai uma chuva diluviana tocada a vento que, obriga todos os atletas a procurar refúgio nas arcadas das portas ou mesmo simplesmente encostados às paredes, a fim de se protegerem da força do vento e da chuva.
Samuel Oliveira - Meia Maratona, Tempo Chip 01:37:34

Felizmente, quando se deu a partida já praticamente não chovia e assim se manteve durante toda a prova.
Este ano estivemos três irmãos na Nazaré, eu, o Samuel e o João Pedro, e o PelaEstradaFora Paulo Amaro.
L' Equipe
O João Pedro teve de alterar a inscrição da Meia Maratona para a Volta à Nazaré (10 K) por motivo de lesão, embora ainda assim terminou abaixo dos 40 minutos!
A classificação que interessa (😊) ficou assim:

Boa organização como sempre! Que assim se mantenha por muitos anos!

Boas corridas!

sábado, 17 de novembro de 2018

Maratona do Porto 2018



Para um atleta modesto de pelotão que, até aos 40 anos nunca tinha corrido de seguida mais do que umas centenas de metros, a maratona é uma distância mítica que supera qualquer horizonte desportivo que se possa imaginar!
A corrida para mim começou em 2008 com a compra de uma passadeira lá para casa, que em primeiro lugar, até nem era para meu uso. Comecei a correr na passadeira com velocidades de 8-9 km/h sendo que ao fim de 15 minutos tinha de reduzir e caminhar a passo por falta de oxigénio 😊
A evolução foi lenta, tendo ao longo dos dois anos seguintes atingido e superado objetivos anteriormente irreais tais como meia hora de corrida seguida, 40 minutos e, finalmente uma hora seguida a correr sem parar.
O PelaEstradaFora Paulo Oliveira cerca dos 30 km

A velocidade foi aumentando ligeiramente, embora o enfoque fosse sempre no tempo de corrida contínua em detrimento da velocidade. Durante muitos meses o objetivo era conseguir ver enquanto corria, um episódio completo de séries do tipo CSI, Dexter, Breaking Bad, etc., que têm uma duração de cerca de 40 minutos.
Ao fim de dois anos conseguia correr uma hora seguida, todavia a ritmos muito baixos; acredito que foi o facto de correr devagar que me permitiu não desistir, antes pelo contrário, motivou-me continuar a evoluir até ganhar confiança para enfrentar um desafio de uma prova de estrada.
O PelaEstradaFora Paulo Amaro com a Ponte da Arrábida ao fundo
Em 2011 participei pela primeira vez numa prova oficial, a Meia Maratona da Nazaré, que concluí em 01h51m, um tempo que não dá para entrar no Guiness mas para mim foi uma conquista estratosférica!
Depois vieram os trails, algumas provas de estrada e passado um ano estava no Estádio do INATEL para a partida da Maratona de Lisboa.
Em 2013 fui experimentar a Maratona do Porto e fiquei apaixonado por esta prova.
Nesse ano paguei bem caro a ambição de fazer 33 km à frente do balão das 3h15! O restante da prova foi feito com cãibras horríveis e mil e uma paragens forçadas por esse motivo.
A distância de 42 km tem de ser respeitada, não permitindo abusos na fase inicial que se podem fazer pagar caro nos últimos quilómetros, o que por exemplo em distâncias até à meia maratona não se passa. Já li algures que é pelo facto de as reservas energéticas naturais do organismo não serem suficientes para um esforço tão prolongado.
Agora em 2018, a minha sexta participação nesta Maratona e oitava no total (de  estrada), manteve-se a mesma alegria e ansiedade para fazer o melhor que pudesse.
O objetivo de todas as minhas participações tem sido de cortar a linha da meta com um tempo inferior a 03h30, proeza que consegui mais uma vez! (vaidade pessoal de quem nunca tinha corrido até aos 40 anos 😊).
Céu cinzento ameaçando chuva antes da partida

A edição de 2018 foi marcada pela ameaça eminente de chuva que já só tive o desprazer de apanhar nos últimos metros da prova.
A generalidade da prova decorreu sob condições climatéricas quase ideais, com uma temperatura relativamente fresca, de quando em quando vinha uma agradável chuva miudinha; quanto aos abastecimentos estavam no local certo e funcionaram bastante bem, com água, fruta, gel e bebida isotónica conforme anunciado.
A Equipa do PelaEstradaFora presente na Maratona do Porto

A organização esteve ao nível habitual, de grande qualidade, em todo o evento, com a única ressalva que se descreve a seguir.
No final houve alguns contratempos com o levantamento dos sacos da roupa de reserva que deixou muita gente furiosa “malhando forte e feio” na organização, embora para a malta dos trails, habituada a situações bem mais rigorosas, não foi nada do outro mundo. Apenas, por vezes as coisas não correm de acordo com o plano…
a classificação da Equipa do PelaEstradaFora foi a seguinte:


Se as forças se mantiverem, lá estarei novamente no próximo ano!
Boas corridas!
Fotografia da praxe na Expo Maratona

sábado, 20 de outubro de 2018

Meia Maratona de Lisboa


A minha participação na Meia maratona de Lisboa aconteceu por acaso!
Tinha corrido a Meia Maratona de Leiria na semana anterior e obviamente não estava a planear meter-me noutra tão cedo, até porque o objetivo principal da temporada é no dia 4 de Novembro, a Maratona do Porto,.
Porém um alinhamento dos astros fez com que decidisse vir à meia maratona de Lisboa.
Tudo começou com um colega que tinha um dorsal mas não podia ir, depois era outro colega que estava “apalavrado” para ir em seu lugar mas à última da hora também não pôde, ficando assim um dorsal para a meia maratona sem ninguém para o levar.
Resolvi então eu aproveitar a oportunidade e fazer um treino longo na meia maratona de Lisboa, mentalizando-me que deveria de rolar em ritmo baixo a fim de não hipotecar o objetivo do próximo mês.
Devido ao furacão “Leslie” anunciado para a noite anterior à prova, o local da partida foi alterado da Ponte Vasco da Gama para o IC2 na zona da Bobadela, e também, atrasada a partida em uma hora.
Aguardando os autocarros que levariam os atletas à zona da partida
Esta alteração do local e da hora motivou muito transtorno aos atletas devido à longa espera que houve que fazer no viaduto da IC2, bem como a ausência de casas de banho.
No meu caso estive cerca de duas horas e meia à espera do início da prova.
No tabuleiro da IC2 na zona da Bobadela, aguardando a partida
Como consequência desta longa espera sem acesso a WC’s, muitos atletas tiveram de efetuar uma paragem técnica em local adequado (leia-se: uns arbustos…), durante a parte inicial da corrida, embora para as senhoras a logística destas coisas seria bastante mais difícil.
Outro ponto que ouvi muitos participantes queixarem-se foi do facto de não haver a possibilidade de depositar um saco de roupa para vestir à chegada tal como se faz na maratona. Curiosamente eram todos estrangeiros; nas duas horas e meia que estive à espera do início da corrida fui cavaqueando com vizinhos polacos, italianos, nórdicos, de países de leste, brasileiros e outros países não identificados, não havendo praticamente portugueses no circulo onde chegava a nossa conversa.
Com exceção destes contratempos pode dizer-se que a prova foi de excelente nível.
As minhas intenções de correr de forma contida também duraram apenas os primeiros metros, tendo acabado por fazer uma prova como habitualmente e sem qualquer economia de esforço.
Mostrando orgulhosamente a medalha (ao contrário ☺ !! )
Fica um registo de 1h38m08 de tempo de “chip”.

Boas corridas!