segunda-feira, 10 de setembro de 2018

1º Trail Freguesia de Arazede - Trilho do Morango



A Freguesia de Arazede situa-se no Concelho de Montemor-o-Velho, Distrito de Coimbra.
A zona de Arazede está na transição dos terrenos férteis do Baixo-Mondego para uma área arenosa e mais pobre em recursos naturais que se estende até à zona de Aveiro, conhecida por Gândara.
Arazede é agora uma pequena vila, quase absolutamente rural, envelhecida e com muitos problemas em fixar as gerações mais jovens, que invariavelmente têm de sair para outras bandas a fim de seguir o rasto do trabalho.
A maioria sai para estudar, Coimbra está uns escassos vinte e poucos quilómetros, acabando por se fixar por aí.
Conheço bem a zona uma vez que a minha família é oriunda desta mesma freguesia.

Cruzeiro situado no lugar de Vila Franca de Arazede.
Memória de famílias antigas de Arazede no século 17

Recebo com agrado a notícia de uma nova corrida de trail em Arazede, chamada de, o “Trilho do Morango”.
Ao que parece a produção de morangos é agora uma das mais importantes indústrias agrícolas de Arazede.
O “Trilho do Morango” irá passar por alguns desses “morangais” imensos.
 Convocados para esta aventura, estivemos presentes quatro elementos da “equipa”, não necessariamente da mesma equipa 😊, eu Paulo Oliveira, o meu irmão João Pedro, o Miguel e o Paulo Amaro, que, por lesão de última hora foi apenas apoiar os corredores e tirar fotografias.
Miguel, Paulo Oliveira e João Pedro

JP, Paulo Amaro e Miguel

A prova principal rondava os 19 quilómetros, sem desnível assinalável, tendo a principal dificuldade a progressão em caminhos de areia solta, muito frequentes na Gândara.
Por acaso, o significado da palavra “Gândara” é esse mesmo: zona arenosa!
O que mais me surpreendeu foi a qualidade dos atletas que afluiram esta prova. Estiveram algumas equipas dos arredores de Coimbra que ”limparam” quase literalmente os lugares de topo.
Salvou a honra da casa o JP que conseguiu um 14º lugar da geral e 3º de escalão M40 (escalão onde tinha entrado no mês anterior 😊 ).
Pódio M40
JP em altas!

JP - 3ºclassificado M40
 Resumo da equipa:
João Pedro – 14º da geral, 3º de escalão M40
Paulo Oliveira – 49º da geral, 7º de escalão M50
Miguel   – 83º da geral, 10º de escalão M45
Paulo Amaro – DNS

Boas corridas!







domingo, 26 de agosto de 2018

Prova do Bodo - Pombal 2018




A Prova do Bodo em Pombal, tem uma distância de 10 km e é constituída por 3 voltas à principal avenida da cidade.
O nível de participação é bom, tanto em quantidade como em qualidade, atraindo atletas profissionais dos grandes clubes nacionais que acabam invariavelmente por ganhar a corrida.

Em termos pessoais, foi a minha 4ª participação, e mesmo não sendo a minha distância preferida, continua a ser com muito gosto que vou correr a Pombal.

O relato seria repetitivo relativamente aos que fiz das participações de 2015, 2016 e 2017 (para aceder, clicar no ano respetivo), por isso deixo apenas umas fotos tiradas durante o aquecimento antes da corrida!
Bons treinos!
Mais um diploma obtido ao fim-de-semana :)































sábado, 26 de maio de 2018

Leiria Run 2018



Chega o mês de Maio e a cidade de Leiria ganha muita animação. Primeiro há a semana académica nos finais de Abril e depois, durante todo o mês de Maio, há um sem-número de atividades que trazem à cidade uma dinâmica e um colorido muito interessante!

A corrida Leiria Run é uma dessas atividades que tento não perder, por ser à porta de casa (moro em Leiria desde 2008) e por ser uma corrida muito divertida.
Descendo uma das escadarias da cidade com o companheiro de corrida Miguel. De referir que passámos por  todas as escadarias da cidade! (foto by F. Reinoite)

Chegada à meta no estádio de Leiria (foto by ADAL)
Remeto para o Post da corrida de 2017 (link aqui) ,que dá uma descrição geral deste evento. A versão de 2018 decorreu nos mesmos moldes, mais coisa menos coisa!

Recomenda-se, sobretudo a quem quiser conhecer a cidade de uma forma original!
Boas corridas!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Corta-mato Nacional Ferroviário - Troféu João Saúde


Correu-se no passado dia 5 de Maio mais um Corta-mato ferroviário, desta vez no Entroncamento.
Esta prova é agora denominada como “Troféu João Saúde” homenageando o colega assim chamado que, devido a um acidente sofrido há uns anos durante um treino de bicicleta, teve de deixar a prática desportiva ( e quase a vida!).
O João Saúde, apesar de atleta amador, no sentido em que tinha uma profissão “normal” como ganha-pão, obtinha resultados excelentes na corrida, e ao que me recordo, era o melhor corredor dos ferroviários de Coimbra.
Recordo-me de algumas conversas do tempo em que éramos colegas no Depósito de Tracção de Coimbra-b, entre 1993 e 2002, altura em que para mim, todo o pessoal que corresse mais de 100 metros para apanhar o comboio era bastante louco!
Mais tarde, quando comecei a correr é que percebi bem o “calibre” de atleta que era o João Saúde. A foto seguinte tirei-lha na Meia Maratona da Figueira da Foz de 2013 quando fez 6º à Geral e 2º de escalão M40, com o tempo de 01h16m55!
Meia Maratona da Figueira da Foz 2013 - Pódio de V40-44

Voltando à prova do Corta-mato Ferroviário de 2018, teve lugar no Parque Verde do Bonito, um espaço muito agradável da cidade do Entroncamento, consistindo em 3 voltas ao parque, numa distância de 8 quilómetros.
A competição nestas corridas é dura, apesar de o objetivo principal  ser o encontro entre colegas e uma boa almoçarada no final!
A equipa do BTTRAIN - Clube Ferroviário de Coimbra obteve o 2º lugar na classificação por equipas.

Boas corridas!





quarta-feira, 14 de março de 2018

Trail de Conímbriga Terras de Sicó 2018



Há daquelas provas de que gostamos com naturalidade!
Não temos de aprender a gostar como de alguns sabores ou alguns vinhos!
Esta analogia por vinhos vem apenas porque me veio à lembrança uma conversa de um colega “bom entendedor de vinhos” que alegava que a diferença entre os vinhos do Douro e o do Alentejo é que destes últimos era fácil gostar mas que dos vinhos do Douro era preciso aprender a gostar!
Samuel(Foto: Jotapê)
Grande história! Acho que as primeiras impressões são as mais genuínas, o que é bom é bom e o que à primeira vista não presta, geralmente acaba por não ser grande coisa!
O Trail de Conímbriga Terras de Sicó, organizado pela Associação o Mundo da Corrida, trata-se de uma prova de corrida por trilhos e estradões, em que as coisas são bem planeadas, sem grandes invenções, sem aventuras do tipo “treino de comandos” ou “boot camp” como está muito na moda, com dureza sim quanto baste, alguns trilhos mais técnicos, mas que permite também desfrutar do contacto com a natureza ao longo de todo o percurso.
Paulo Amaro (Foto: Jotapê)

Esta foi a minha quarta participação nesta prova, tendo iniciado em 2013 com a prova de 25k e as restantes três na distância de 52k.
No ano passado tinha cometido alguns erros na gestão do ritmo, alimentação e hidratação, o que originara que a cerca de 38k de prova tivesse tido sérios problemas com cãibras. A parte final foi um horror, tendo-me deixado no entanto, alguns ensinamentos para o futuro.
Paulo Oliveira (Foto: Jotapê)
 Assim, fui em 2018 já mentalizado de que tinha de controlar o ritmo ao início, comer e beber alguma coisa ao fim de uma hora de prova mesmo que não apetecesse e, repetir esse ritual de meia em meia hora até final.
Outro cuidado que tive agora foi o de, ao longo de um mês antes da prova, fazer um suplemento de magnésio, algo que já vem sendo hábito na preparação das maratonas de estrada.
Todo este planeamento não chegou para chegar em primeiro lugar J mas, permitiu fazer os 52k (53k no meu GPS) sem problemas físicos e, acima de tudo, passar um dia extremamente agradável!
A equipa esteve representada por três atletas, o Samuel Oliveira, o Paulo Amaro e eu próprio, Paulo Oliveira.
L'Equipe, com o colega José Leal. Nas provas ferroviárias de atletismo somos todos da equipa BTTrain de Coimbra
A táctica foi a do costume, quem tiver pernas para tal corre mais depressa, vai à frente e geralmente, termina primeiro ☺
Este ano a distância de 52k teve uma novidade no percurso, deixando de ser uma prova circular (início e fim no mesmo local) sendo os atletas levados de autocarro para um ponto distante, sendo a prova efectuada desde esse ponto até à meta, em Condeixa-a-Nova.
Acho muito interessante este conceito de corridas em linha, havendo apenas como pontos negativos a viagem inicial de autocarro, bem como o tempo de antecipação necessário para esta logística.
Os "Irmãos Metralha"
Esta necessária antecipação horária conjugada com o ADN tuga provoca geralmente disparate, uma vez que não há grande tradição de cumprir horários neste jardim à beira mar plantado.
 De facto, verificou-se um atraso de cerca de meia hora à partida, apenas justificado por alguns espertinhos chegarem a Condeixa à última da hora, esquecendo-se que havia ainda que fazer cerca de 50 quilómetros de autocarro até ao local da partida.
Parte inicial da prova
A organização querendo talvez ser “uns gajos porreiros” decidiram beneficiar os “baldas de última hora” e castigar quem se preocupou em chegar a horas, cumprindo assim com o regulamento.
Resultado: um pelotão à espera durante meia hora, com um frio de fazer bater o dente, aguardando a chegada dos “baldas de última hora” quentinhos e confortáveis nos seus autocarros!
Bom, de qualquer modo lá se iniciou a corrida no lugar de Ramalhais de Cima, com umas condições atmosféricas excelente, sol e temperatura baixa, fazendo desde logo esquecer os contratempos iniciais.
Um dos estradões iniciais
Rolava-se bem, por caminhos largos e mais ou menos planos, até que, no terceiro quilómetro, apanhamos a primeira “parede”!
São cerca de mil metros a subir em single-track, com uma inclinação fortíssima.
Em boa verdade, acaba por ser a subida mais complicada de toda a prova!
No topo do primeiro monte (Foto: Jotapê)
Os caminhos vão-se sucedendo uns aos outros, sempre em ritmo rolante, um ou outro single-track, sem dificuldade de maior.
Passamos então numa zona peculiar chamada “Vale do Poio” ou, “Canhão do Poio”, zona com conhecida para a prática da Escalada onde cruzamos com vários praticantes da modalidade.

No Canhão de Vale de Poios (Foto: Jotapê)

Na maioria dos lugares onde passamos há um posto de abastecimento, cuja qualidade e variedade vai do mínimo indispensável até ao superlativo, com comida quente e tudo!
É uma das características desta prova, o envolvimento das populações ao longo do percurso, tornando assim um verdadeiro cartão-de-visita para a região da Serra de Sicó.
Paulo Amaro (Foto: Prozis)
A parte final da prova tem um dos trilhos menos benquistos pelos atletas, chamado Trilho da Cascata, isto devido à sua exigência técnica e pelo cansaço já instalado em todos os atletas.
Finalmente chegamos às ruínas de Conímbriga e dois quilómetros à frente está a meta em Codeixa-a-Nova.
Um "berdadeiro" adepto do trail saudando a passagem dos atletas
Uma referência aos atletas dos 111k, que a partir de um certo ponto partilham o mesmo percurso com os atletas dos 52k.
Estes “peregrinos” tinham iniciado a prova à meia-noite tendo já em cima uma valente dose quando começamos a passar por eles.
Quanto à classificação da “equipa” ficou assim distribuída, em 306 atletas chegados à meta:
Paulo Amaro – 88º lugar com o tempo de 06:55:16
Paulo Oliveira – 151º lugar com o tempo de 07:31:32
Samuel Oliveira – 152º lugar com o tempo de 07:34:27

O Samuel controlando o tempo na meta

E eu, a comemorar ter chegado inteiro ao fim 😃


E assim foi, um dia que passou a correr!